1 PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL ESGOTAMENTO SANITÁRIO DRENAGEM URBANA DEZEMBRO/2013 PREFEITURA MUNICIPAL DE MOSTARDAS ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS PREFEITO: ALEXANDRE DORNELES LOPES VICE-PREFEITO: JOSÉ MANOEL DA COSTA ARAÚJO ELABORAÇÃO, REDAÇÃO E COORDENAÇÃO: SECRETARIA MUNICIPAL DO MEIO AMB IENTE Responsável Técnico: Neiluir Costa de Araujo ? Biólogo CRBio 081080/03-D Thiago Carassai Schiminski - Biólogo CRBio 081808/03-D SECRETARIA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO Responsável Técnica: Tânia - Engenheira Civil CREA/RS 63.018-D COLABORADORES: COMPANHIA RIOGRANDENSE DE SANEAMENTO ? CORSAN VERSÃO: DEZEMBRO DE 2013 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 ACESSO RODOVIÁRIO AO MUNICÍP IO DE MOSTARDAS .......................................................................... 17 FIGURA 2 MAPA GEOMORFOLÓGICO DO MUN ICÍPIO DE MOSTARDAS .................................................................. 17 FIGURA 3 ESBOÇO GEOLÓGICO DO LITORAL MÉDIO (MUNICÍPIOS DE PALMARES DO SUL, MOSTARDAS E TAVARES) ........................................................................................................................................................ 20 FIGURA 4 ESBOÇO GEOMORFOLÓGICO DO LITORAL MÉDIO (MUNICÍPIOS DE PALMARES DO SUL, MOSTARDAS E TAVARES) ..................................................................................................................................................... 21 FIGURA 5 BACIAS HIDROGRÁFICAS DO RIO GRANDE DO SUL ............................................................................... 23 FIGURA 6 MAPA DA LOCALIZAÇÃO D O PARQUE NACIONAL DA LAGOA DO PEIXE ............................................... 34 FIGURA 7 ESQUEMA DE POÇO COM P ONTEIRA CRAVADA ...................................................................................... 42 FIGURA 8 POÇO MOST 01 A (ATIVO) .................................................................................................................... 44 FIGURA 9 POÇO G 1529 MOST 2 (ATIVO) .............................................................................................................. 45 FIGURA 10 RESERVATÓRIO R-2 (ELEVADO) COM CAPACIDADE DE 100M³ ............................................................ 46 FIGURA 11 PLANTA BAIXA SIMPLES DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGU A ..................................................... 47 FIGURA 12 TORRE DE AERAÇÃO ............................................................................................................................. 48 FIGURA 13 FLOCULADOR ONDE É ADI CIONADO SULFATO DE A LUMÍNIO .............................................................. 48 FIGURA 14 FLOCULADOR ONDE É ADI CIONADO CARVÃO ATIVA DO ....................................................................... 48 FIGURA 15 TANQUE DE DECANTAÇÃO 2 ................................................................................................................. 49 FIGURA 16 TANQUE DE DECANTAÇÃO 1 ................................................................................................................. 49 FIGURA 17 CAPTAÇÃO DE ÁGUA PARA OS FILTROS ................................................................................................ 49 FIGURA 18 FILTROS ................................................................................................................................................. 50 FIGURA 19 LOCAL DE DOSAGEM E AR MAZENAMENTOS DOS PRO DUTOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO ............. 50 FIGURA 20 ESQUEMA DE TRATAMENTO INDIVIDUAL - FOSSA SÉPTICA + FILTRO ANAERÓBIO + SUMIDOURO .... 61 FIGURA 21 LANÇAMENTO DE ESGOTO NO ARROIO PASSAL .................................................................................. 62 FIGURA 22 LANÇAMENTO DE ESGOTO NO ARROIO PASSAL .................................................................................. 62 FIGURA 23 ILUSTRAÇÃO DE FOSSA SÉPTICA + SUMIDOURO .................................................................................. 63 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS LISTA DE TABELAS TABELA 1 EVOLUÇÃO POPULACIONAL DO MUNI CÍPIO DE MOSTARDAS ................................................................ 18 TABELA 2 POPULAÇÃO RURAL E URB ANA EM 2010 ................................................................................................ 18 TABELA 3 CENSO AGROPECUÁRIO DO MUNICÍPIO DE MOSTARDAS EM 2006 ...................................................... 35 TABELA 4 PRODUTO INTERNO BRUTO DO MUNICÍPIO DE MOSTARDAS EM 2006 ................................................. 35 TABELA 5 DADOS SOBRE LAVOURA T EMPORÁRIA DO MUNICÍPIO EM 2007........................................................... 36 TABELA 6 DADOS SOBRE LAVOURA P ERMANENTE DO MUNICÍP IO EM 2007 .......................................................... 37 TABELA 7 PRODUTOS DA SILVICULTURA ............................................................................................................... 37 TABELA 8 PRODUTOS GERADOS NO M UNICÍPIO DE MOSTARDAS .......................................................................... 38 TABELA 9 NÚMERO DE ESTABELECIM ENTOS INDUSTRIAIS NO MUNICÍPIO DE MOSTARDAS ................................ 39 TABELA 10 NÚMERO DE ESTABELECIM ENTOS CORMERCIAIS NO MUNICÍPIO DE MOSTARDAS ............................ 39 TABELA 11 RELAÇÃO DE PRESTADORA S DE SERVIÇO NO MUNICÍPIO DE MOSTARDAS ........................................ 40 TABELA 12 RELAÇÃO DE POÇOS E DA DOS DE PRODUÇÃO, NÍVEIS E PROFUNDIDADE ............................................ 44 TABELA 13 RESERVATÓRIOS DA ÁREA URBANA DO MUNIC ÍPIO ............................................................................ 46 TABELA 14 INDICADORES PRIMÁRIOS E OPERACIONAIS (NOVEMBRO DE 2011 A OUTUBRO DE 2012) ................. 51 TABELA 15 INDICADORES COMERCIAIS (NOVEMBRO DE 2011 A OUTUBRO DE 2012) ........................................... 52 TABELA 16 INDICADORES ETA (NOVEMBRO DE 2011 A OUTUBRO DE 2012) ........................................................ 54 TABELA 17 ESTATÍSTICAS DE VOLUM ES ETA ........................................................................................................ 55 TABELA 18 PADRÃO MICROBIOLÓGICO DE POTABILIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUM ANO ......................... 57 TABELA 19 PADRÃO DE TURBIDEZ P ARA ÁGUA PÓS-FILTRAÇÃO OU PRÉ-DESINFECÇÃO ...................................... 58 TABELA 20 PADRÃO ORGANOLÉPTICO DE POTABILIDADE .................................................................................... 58 TABELA 21 REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO .............................................................. 81 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS LISTA DE QUADROS QUADRO 1 RELAÇÃO DE EMPRESAS D E MINERAÇÃO ......................................................................................... 39 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS SUMÁRIO 1 APRESENTAÇÃO ................................................................................................................................ 10 2 OBJETIVOS E PRIORIDADES ......................................................................................................... 11 3 PRINCÍPIOS FUNDAME NTAIS ........................................................................................................ 12 4 METODOLOGIA ................................................................................................................................. 13 5 CARACTERIZAÇÃO GER AL DO MUNICÍPIO DE MOSTARDAS ............................................ 14 5.1 HISTÓRICO DE MOSTARDAS .................................................................................................. 14 5.2 ESTRUTURA POLÍTICO-ADMINISTRATIVA MUNICIPAL ............................................... 16 5.3 LOCALIZAÇÃO E CARACTERÍSTICAS FÍSICAS ................................................................ 16 5.3.1 Acesso Rodoviário .................................................................................................................. 17 5.3.2 Mapa Geomorfológico ............................................................................................................ 17 5.4 EVOLUÇÃO POPULACIONAL ................................................................................................. 18 5.5 CLIMA ............................................................................................................................................ 18 5.6 GEOLOGIA ................................................................................................................................... 19 5.7 GEOMORFOLOGIA .................................................................................................................... 21 5.8 HIDROLOGIA ............................................................................................................................... 22 5.9 FLORA ........................................................................................................................................... 23 5.9.1 Lagoas ...................................................................................................................................... 24 5.9.2 Dunas ....................................................................................................................................... 24 5.9.3 Mata Paludosa ........................................................................................................................ 25 5.9.4 Banhado e Campos Úmidos ................................................................................................... 26 5.9.5 Campos Secos .......................................................................................................................... 26 5.9.6 Parque Nacional da Lagoa do Peixe ...................................................................................... 27 5.10 FAUNA ..................................................................................................................................... 27 5.10.1 Invertebrados aquáticos nas lagoas costeiras e Lagoa dos Patos ..................................... 28 5.10.2 Caracóis Aquáticos ? Gastrópodes...................................................................................... 28 5.10.3 Bivalves .................................................................................................................................. 28 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 5.10.4 Hirudíneos ............................................................................................................................. 29 5.10.5 Artrópodes ? Crustáceos ...................................................................................................... 29 5.10.6 Aves Migratórias .................................................................................................................. 29 5.10.7 Principais Espécies locais ..................................................................................................... 30 5.10.8 Principais Mamíferos terrestres ......................................................................................... 33 5.11 PARQUE NACIONAL DA LAGOA DO PEIXE ....................................................................... 33 5.12 ASPECTOS ECONÔMICOS ...................................................................................................... 34 5.13 PRINCIPAIS ATIVIDADES ....................................................................................................... 36 5.13.1 Agricultura ............................................................................................................................ 36 5.13.2 Silvicultura ............................................................................................................................ 37 5.13.3 Pecuária ................................................................................................................................. 38 5.13.4 Mineração .............................................................................................................................. 38 5.13.6 Comércio ............................................................................................................................... 39 5.13.7 Serviços .................................................................................................................................. 40 5.13.8 INDICADORES SÓCIO-ECONÔMICOS ......................................................................... 41 6 CARACTERIZAÇÃO E D IAGNÓSTICO DO SISTEM A DE ABASTECIMENTO D E ÁGUA POTÁVEL .............................................................................................................................................................. 42 6.1 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NO MEIO RURAL ......................................... 42 6.1.1 Captação .................................................................................................................................. 42 6.1.2 Diagnóstico .............................................................................................................................. 43 6.2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NOS BALNEÁRIOS ...................................... 43 6.2.1 Captação .................................................................................................................................. 43 6.2.2 Diagnóstico .............................................................................................................................. 43 6.3 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NO MEIO URBANO ...................................... 43 6.3.1 Captação .................................................................................................................................. 44 6.3.2 Diagnóstico .............................................................................................................................. 45 6.3.3 Adução e Recalque ................................................................................................................. 45 6.3.4. Armazenagem e reserva de água .......................................................................................... 45 6.3.5 Estação de Tratamento de Água ........................................................................................... 47 6.3.6 Distribuição ............................................................................................................................. 56 6.3.7 Qualidade da água tratada .................................................................................................... 56 7 CARACTERIZAÇÃO E DIA GNÓSTICO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANIT ÁRIO . 61 7.1 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO NA ZONA URBANA ..................................... 61 7.1.1 COLETA, TRATAMENTO E DESTINAÇÃO FINAL DO ESGOTO SANITÁRIO ...... 61 7.1.2 Diagnóstico .............................................................................................................................. 62 7.2 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO NOS BALNEÁRIOS ...................................... 63 7.3 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO NA ZONA RURAL ........................................ 63 7.3.1 Coleta, tratamento e destinação final. ................................................................................... 64 8 MANEJO DA LIMPEZA URBANA, DOS RESÍDUOS SÓLIDOS, DOS SERVIÇOS DE SAÚDE E RESÍDUOS PERIGOSOS ................................................................................................................................. 65 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 9 DRENAGEM E ESCOAME NTO DE ÁGUAS PLUVIAI S URBANAS .......................................... 66 10 SISTEMA DE GESTÃO E NECESSIDADES PARA A UNIVERSALIZAÇÃO DO ABASTECIMENTO DE ÁGU A POTÁVEL, ESGOTAMEN TO SANITÁRIO, LIMPEZ A URBANA E RESÍDUOS SÓLIDOS E DRENAGEM DE ÁGUAS PLU VIAIS URBANAS ................................................. 67 10.1 GESTÃO E NECESSIDADES PARA A UNIVERSALIZAÇÃO DOS SISTEMAS ............... 67 10.2 SISTEMA DE GESTÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEAMENTO BÁSICO ....... 67 10.3 NECESSIDADES DE SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEMANETO BÁSICO .................. 67 11 OBJETIVOS E METAS DE CURTO, MÉDI O E LONGO PRAZO PARA A UNIVERSALIZAÇÃO DO A BASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL, ESGOTAMENTO SANITÁRIO, LIMPEZA URBANA E RES ÍDUOS SÓLIDOS E DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIA IS URBANAS ........ 68 11.1 OBJETIVOS E METAS PARA O SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ............... 68 11.1.1 Objetivos................................................................................................................................ 68 11.1.2 Metas para Abastecimento de água no Perímetro Urbano ............................................... 69 11.1.2.1 Metas a curto Prazo ....................................................................................................... 69 11.1.2.2 Metas a médio prazo...................................................................................................... 70 11.1.2.3 Metas a longo prazo ....................................................................................................... 71 11.1.3 Metas para o Abastecimento de Água para a Zona Rural ................................................ 71 11.1.3.1 Metas a curto prazo ....................................................................................................... 71 11.1.3.2 Metas a médio prazo...................................................................................................... 72 11.1.3.2 Metas a longo prazo ....................................................................................................... 72 11.2 OBJETIVOS E METAS PARA O SISTEMA DE ESGTAMENTO SANITÁRIO ................. 72 11.2.1 Objetivos................................................................................................................................ 72 11.2.2 Metas para o Esgotamento Sanitário no Período Urbano................................................. 73 11.2.2.1 Metas a curto prazo ....................................................................................................... 73 11.2.2.2 Metas a médio prazo...................................................................................................... 73 11.2.2.3 Metas a longo Prazo ...................................................................................................... 74 11.2.3 Metas para o Esgotamento Sanitário na Zona Rural ........................................................ 74 11.2.3.1 Metas a curto prazo ....................................................................................................... 74 11.2.3.2 Meta a longo prazo ........................................................................................................ 74 11.2.3.3 Meta a longo prazo ........................................................................................................ 75 11.3 OBJETIVOS E METAS PARA GESTÃO DA LIMPEZA URBANA E RESÍDUOS SÓLIDOS............................................................................................................................................................ 75 11.3.1 Objetivo ................................................................................................................................. 75 11.3.2 Metas para o Sistema de Gestão, Coleta e Destino Final da Limpeza Urbana e Resíduos Sólidos no Perímetro Urbano ....................................................................................................................... 75 11.3.1.1 Metas curto prazo .......................................................................................................... 75 11.3.1.2 Metas a médio prazo...................................................................................................... 76 11.3.1.3 Meta a longo prazo ........................................................................................................ 76 11.3.2 Metas para o Sistema de Gestão, Coleta e Destino Final dos Resíduos Sólidos na Zona Rural ............................................................................................................................................................... 76 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 11.3.2.1 Metas a curto prazo: ...................................................................................................... 76 11.3.2.2 Metas a médio prazo: .................................................................................................... 77 11.3.2.3 Metas a longo prazo: ..................................................................................................... 77 11.4 OBJETIVO E METAS PARA DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS ................ 77 11.4.1 Objetivos................................................................................................................................ 77 11.4.2 Metas para Drenagem de Águas Pluviais Urbanas ........................................................... 77 11.4.2.1 Metas a curto Prazo: ..................................................................................................... 77 11.4.2.2 Metas a médio prazo: .................................................................................................... 78 11.4.2.3 Metas a longo prazo: ..................................................................................................... 78 12 AÇÕES PARA EMERGÊ NCIAS E CONTINGÊNCIA S ............................................................... 79 13 FONTES DE FINANCIAMENTO PARA SANEAMEN TO BÁSICO ........................................... 80 14 MECANISMOS E PROC EDIMENTOS PARA AVALI AÇÃO SISTEMÁTICA DA EFICIÊNCIA E EFETIVIDADE DAS AÇÕES DO PM SB ............................................................................... 81 14.1 INDICADORES PARA ACOMPANHAMENTO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA.................................................................................................................................................................. 82 14.2 INDICADORES PARA ACOMPANHAMENTO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO......... .............................................................................................................................................. 83 15. DISPOSIÇÕES FINAIS .................................................................................................................... 84 16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................................. 84 10 1 APRESENTAÇÃO O saneamento básico é um serviço público, cujo acesso deve ser garantido de forma universal e integral. Com as diretrizes para o saneamento básico definida na Lei Federal n° 11.445/2007, a sua visão é ampla e integrada, entendendo como saneamento básico o conjunto dos serviços e instalações de abastecimento de água, esgotamento sanitário e o manejo de águas pluviais urbanas. Considerando a abrangência do Saneamento Municipal, o Saneamento Básico no perímetro urbano é constituído por: a) abastecimento de água potável ? fornecido pela CORSAN; b) esgotamento sanitário ? formado por sistemas unitários (fossa e filtro), com as seguintes características: - com disposição de efluente no solo; - com disposição do efluente em rede mista ou unitária; - previsão futura de evolução para o sistema separador absoluto com tratamento, em atendimento à Resolução CONSEMA 128/06. No meio rural o abastecimento de água é realizado, basicamente, através de poços artesianos com desinfecção. 11 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 2 OBJETIVOS E PRIORIDADES O Plano Municipal de Saneamento Básico ? PMSB ? tem por objetivo apresentar o diagnóstico do saneamento básico no território do Município de MOSTARDAS. O Plano compreende: a) Água: constituído pelas atividades, infraestrutura e instalações necessárias ao abastecimento público de água potável, desde a adução até as ligações prediais e respectivos instrumentos de medição; b) Esgotamento Sanitário: constituído pelas atividades, infraestrutura e instalações operacionais de coleta e disposição final adequados de esgotos sanitários, desde as ligações até o lançamento final no meio ambiente. c) Resíduos Sólidos: conjunto de atividades, infraestrutura e instalações operacionais de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destino do lixo doméstico, industrial e do lixo orgânico originário de varrição e limpeza de logradouros e vias públicas e recuperação de área degradada, inclusive os de resíduos da construção civil e de saúde; d) Drenagem Pluvial: conjunto de atividades, infraestrutura e instalações operacionais de drenagem urbana de águas pluviais, de transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de vazões de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas nas áreas urbanas; O PMSB contém definições dos objetos e metas de curto, médio e longos prazos para a universalização do acesso da população aos serviços de saneamento, bem como os programas, projetos e ações necessárias, nos termos da Lei Nacional de Saneamento Básico, nº 11.445, de 05 de janeiro de 2007. 12 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 3 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Segundo a Lei Nacional de Saneamento Básico, os serviços públicos de saneamento básico serão prestados com base nos seguintes princípios fundamentais: ? Universalização do acesso; ? Integralidade, compreendida como o conjunto de todas as atividades e componentes de cada um dos diversos serviços de saneamento básico, propiciando à população o acesso na conformidade de suas necessidades e maximizando a eficácia das ações e resultados; ? Abastecimento de água e esgotamento sanitário realizados de formas adequadas à saúde pública e à proteção do meio ambiente; ? Adoção de métodos, técnicas e processos que considerem as peculiaridades locais e regionais; ? Articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde e outras de relevante interesse social, voltada para a melhoria da qualidade de vida, para as quais o saneamento básico seja fator determinante; ? Eficiência e sustentabilidade econômica; ? Utilização de tecnologias apropriadas, considerando a capacidade de pagamento dos usuários e a adoção de soluções graduais e progressivas; ? Transferência de ações, baseada em sistemas de informações e processos decisórios institucionalizados; ? Controle social; ? Segurança, qualidade e regularidade; ? Integração das infraestruturas e serviços com a gestão eficiente dos recursos hídricos. 13 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 4 METODOLOGIA A metodologia utilizada partiu do levantamento de dados cadastrais da CORSAN - Companhia Rio-grandense de Saneamento Básico e da Prefeitura Municipal de Mostardas, da realização de reuniões técnicas com a equipe da Prefeitura Municipal, da realização de pesquisas de campo para a atualização de informações e dados, associadas às reuniões com moradores e representantes de entidades da sociedade civil local, visando à apresentação e discussão das propostas e dos resultados obtidos ao longo do desenvolvimento do trabalho. O plano contempla uma perspectiva integrada, avaliação quali-quantitativa e o licenciamento ambiental das atividades específicas ? água e esgoto, entre outros, ações locais de abastecimento de água; considerando, além da sustentabilidade administrativa financeira e operacional dos serviços, também a utilização de tecnologias apropriadas. Assim, a partir do conjunto de elementos de informação, diagnóstico, definição de objetivos, metas e instrumentos, programas, execução, avaliação e controle social, foi possível construir o planejamento e a execução das ações de Saneamento no âmbito territorial do município e submetê-los à apreciação da sociedade civil. 14 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 5 CARACTERIZAÇÃO GERAL DO MUNICÍPIO DE MOSTARDAS A caracterização geral do município apresenta informações sobre o mesmo, com o objetivo de melhor localizá-lo no contexto sócio político cultural e econômico do Estado e do País. 5.1 HISTÓRICO DE MOSTARDAS O município de Mostardas foi colonizado por casais açorianos vindos do Arquipélago dos Açores, guardando ainda hábitos e costumes desse povo, que se faz notar nas fachadas do casario, nas ruas estreitas, na gastronomia e na formação religiosa. Os registros citam que em 1742 já existia um posto de vigilância denominado GUARDA DE MOSTARDAS, na área que hoje compreende o município. Segundo Heinrich Bunse, a colonização iniciou nessa década por portugueses que vieram de Laguna de São Paulo. Com as constantes guerrilhas na Banda Oriental, Santa Vitória do Palmar, Chuí e outros, fazendo com que as populações procurassem refúgio mais ao norte, esses refugiados foram chegando e estabelecendo-se na região mostardeira. Ainda em relação à colonização, tem grande expressão no formação étnica, cultural e religiosa de Mostardas o elemento negro, trazido pelos escravistas. A FREGUESIA DE MOSTARDAS foi criada pelo Alvará datado de 18 de janeiro de 1773, sob a invocação de São Luiz Rei de França. O primeiro Vigário foi o Padre Manoel Monteiro Pereira. Com a emancipação de São José do Norte, Mostardas passou a ser o Distrito mais importante daquele novo Município. Na década de 60 começou, efetivamente, um grande movimento emancipacionista em Mostardas. A Lei Estadual Número 4691, de 26 de dezembro de 1963, veio coroar o sonho dos mostardenses, tornando sua área de 2.908 Km² (a atual é de 1983 Km², após a emancipação de Tavares) politicamente independentes. O município foi instalado em 11 de abril de 1964 e seu primeiro prefeito foi Luiz Chaves Martins. A partir de sua emancipação Político-Administrativa, Mostardas foi administrado pelos seguintes prefeitos: ? Luiz Chaves Martins (ARENA) - Gestão 1964 - 1968 ? Telmo Lemos (ARENA) - Gestão 1969 - 1972 ? Luiz Chaves Martins (ARENA) - Gestão 1973 - 1977 ? Daltro Martins Saraiva (MDB) - Gestão 1978 -1983 15 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS ? Telmo Lemos (PDS) - Gestão1984 - 1988 ? Domingos Antônio Tadeu da Silva Terra (PDT) - Gestão 1989 -1992 ? Daltro Martins Saraiva (PMDB) - Gestão 1993 -1996 ? Domingos Antônio Tadeu da Silva Terra (PDT) - Gestão 1997 ?2000 ? Marne Mateus Vitorino de Souza (PPB) - Gestão 2001-2004 ? Domingos Antônio Tadeu da Silva Terra (PDT) ? 2005-2008 ? Marne Mateus Vitorino de Souza (PP) - Gestão 2009-2012 Quanto ao nome ?Mostardas?, a tradição oral nos enuncia hipóteses várias, como: ? A quantidade abundante de vegetal comestível na região, com essa denominação; ? O naufrágio de um navio francês com esse nome, que teria se abrigado nesse local; ? Comerciante com esse sobrenome, que se estabeleceu junto ao Posto de Vigilância. Entretanto, a hipótese mais consistente na atualidade é a da historiadora Marisa Oliveira Guedes (GUEDES, 2012), que afirma que em 1738 foi criada a ?Guarda das Mustardas?, mais tarde com a criação da Freguesia é que passou a chamar Mostardas. O nome Mustardas teria sido originado de trincheiras cavadas e cobertas com uma esteira de taquara e junco, as quais eram camufladas plantando-se mostarda, já que este vegetal não murcha. Desse modo abrigaria e camuflaria os soldados nas guerras em Portugal. Vultos históricos, filhos nobres de Mostardas: ? Marcelo Gama; ? Menotti Garibaldi. Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 4 distritos: ? 1° Distrito: Sede de Mostardas; ? 2° Distrito: Rincão do Cristóvão Pereira; ? 3° Distrito: São Simão; ? 4° Distrito Dr. Edgardo Pereira Velho (Solidão). 16 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 5.2 ESTRUTURA POLÍTICO -ADMINISTRATIVA MUNICIPAL Prefeito Municipal: ALEXANDRE DORNELES LOPES Vice-Prefeito: JOSÉ MANOEL DA COSTA ARAÚJO Procurador Coordenador Jurídico: LEIMAR NAZIR SIMÃO Advogado do Município: LUCAS MACIEL DOS SANTOS Coordenadores de Controle Interno: MARIA APARECIDA CHAVES VELHO CLÁUDIA COLARES PINTO RENI ANTONIO KENNE MACHADO Secretaria Municipal de Administração: HÉLIO LEANDRO SILVA LOPES Secretaria Municipal de Agricultura: MARTINS LUIZ DA SILVA Secretaria Municipal de Assistência Social: ÉRIDA ALZIRA AMARAL DE SOUZA Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento: FÁBIO PEREIRA DE LEMOS Secretaria Municipal de Educação e Cultura: GRAZIELA DE MOURA TERRA Secretaria Municipal de Finanças: EVA MARIA SILVA MESQUITA Secretaria Municipal do Meio Ambiente: FÁBIO PEREIRA DE LEMOS Secretaria Municipal de Obras: JOÃO MARIA MARTINS Secretaria Municipal da Saúde: JÚLIA HEBERLE DA SILVA Secretaria Municipal de Turismo e Cultura: GLADEMIR DE LEMOS FRAGA 5.3 LOCALIZAÇÃO E CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Mostardas situa-se no Litoral Gaúcho, limita-se ao Norte com o municípios de Palmares do Sul, ao Sul com o município de Tavares, ao Leste com o Oceano Atlântico, e ao Oeste com a Laguna dos Patos. Atualmente o município possui uma área atual de 1.983 Km², compreendendo grande parte de várzeas utilizadas com plantio de arroz, possui também florestas plantadas de Pinus e criação de gado de corte entre outras culturas. Está a uma distância de 204 km da Capital do Estado, sendo sua principal via de acesso a RSC-101. Sua altitude é de 12 metros acima do nível do mar, com latitude de 31º 06' 20 " S e longitude 50º 55' 16? W. Possui 12.130 habitantes, com Densidade Demográfica de 6,11 hab./Km², conforme IBGE de 2010. 17 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 5.3.1 Acesso Rodoviário Figura 1 Acesso Rodoviário ao município de Mostardas FONTE: GOOGLE EARTH 5.3.2 Mapa Geomorfológico Figura 2 Mapa Geomorfológico do município de Mostardas FONTE: GOOGLE EARTH Palmares do Sul/ Porto Alegre Tavares/São José do Norte 18 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 5.4 EVOLUÇÃO POPULACIONAL Tabela 1 Evolução populacional do município de Mostardas FONTE: IBGE Tabela 2 População rural e urbana em 2010 FONTE: IBGE 5.5 CLIMA Entende-se por clima ? a síntese do tempo num dado lugar durante um período de aproximadamente 30 ? 35 anos. No vale do Rio Maquiné esta instalada e operando desde 1956 a Estação Climatológica de Maquiné, atualmente operada pela FEPAGRO, que coleta dados de precipitação, temperatura, evaporação, vento, radiação solar, umidade do ar e outras informações. Observa-se que os anos de maior precipitação foram os de 1983 e 1984, com até 2.470 mm, entretanto a média anual de precipitação é da ordem de 1.700 mm. Entre os anos de menor precipitação figuram 1974, 1979 e 1981, com cerca de 1350 mm. A temperatura desta região está muito influenciada pela movimentação das massas de ar e da maritimidade. Durante a maior parte do ano há influência da Massa Tropical Atlântica, entretanto, durante o inverno há considerável influência da Massa Polar Antártica, baixando a temperatura. Existem vários modelos de classificação climática, porém a mais usada, pela sua simplicidade, é a classificação de Köppen. No modelo de Köppen existem cinco grupos climáticos principais (A, B, C, D e E), reconhecidos principalmente com base nas características das temperaturas. Estes cinco grupos são subdivididos com base na distribuição ANO POPULAÇÃO 1991 9.089 1996 9.255 2000 11.658 2007 11.903 2010 12.124 ANO 2010 ÁREA URBANA ÁREA RURAL 8.149 (67,18%) 3.981 (32,82%) 19 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS sazonal da precipitação e nas características de temperatura, a fim de fornecerem um total de 24 tipos climáticos. No Litoral Norte do Rio Grande do Sul, incluindo a encosta do planalto, pode ser enquadrado na letra ?C? ? climas temperados chuvosos e quentes. O mês mais frio tem temperatura média entre -3° C e 18° C. O mês mais moderadamente quente tem uma temperatura média maior do que 10° C. Adicionando as características de temperatura e precipitação pluvial, pode ser enquadrado na categoria denominada ?fa? úmido em todas as estações, verão quente. O ?f? indica nenhuma estação seca, isto é, úmido o ano todo. O ?a? indica verão quente, o mês mais quente tem temperatura média maior do que 22° C. Sintetizando: o clima do Município pode ser classificado como sendo do tipo ?Cfa? ? Clima Temperado Chuvoso. A direção predominante do vento na região do litoral norte do Rio Grande do Sul é a nordeste, que tem maior incidência nos meses de outubro a novembro, seguido do sul/sudoeste, que embora, com menor freqüência, é frio, e ocorre no período de inverno. As variações das temperaturas, no Rio Grande do Sul, ocorrem em função dos movimentos de massas de ar, das diferenças de altitude, da maritimidade e da continentalidade. Segundo os levantamentos de MOTTA et al.,(1971) no período de 1931 a 1960, a temperatura média anual do Estado varia de 14,5 ºC (São Francisco de Paula) e a segunda em Rio Grande. O mês mais quente é janeiro, com temperaturas entre 25 ºC a 40 ºC; o mês mais frio é julho com temperaturas que oscilam de 4,0 ºC a 0 ºC. 5.6 GEOLOGIA Este Município esta inserido na denominada por NOGUEIRA (1948) (in VILLWOCK) de ?Planície Costeira do Rio Grande do Sul?. A origem da Planície Costeira do Rio Grande do Sul envolve aspectos tectônicos, estruturais e estratigráficos. A sequência de sedimentos que ocorrem na Planície Costeira pertence a uma marginal, subsidente, denominada Bacia de Pelotas. A plataforma estável ou área fonte de material para o preenchimento desta bacia foi o complexo cristalino pré-cambriano e as seqüências sedimentares e vulcânicas, Paleozóicas e Mesozóicas da Bacia do Paraná. Nesta bacia em subsidência foi depositado um pacote sedimentar que atingiu espessura máxima de 1.500 metros de espessura. Inicialmente a deposição se deu por sucessivas 20 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS transgressões e regressões marinhas e mais tarde por variações glacio-eustáticas do nível do mar. Segundo VILLWOCK ?a planície arenosa litorânea que separa a Lagoa dos Patos do Oceano Atlântico, revelou-se composta pela sucessão de quatro sistemas de barreiras, constituindo a denominada Barreira Múltipla da Lagoa dos Patos, cuja origem está diretamente relacionada às oscilações eustáticas que se sucederam na região, durante os últimos 6.000 anos, após o final da Transgressão Flandriana?. A primeira barreira foi formada durante o máximo nível do mar no holoceno; a segunda barreira se desenvolveu pela emersão de barras marinhas na fase regressiva que se sucedeu; a terceira barreira foi formada numa fase transgressiva do nível do mar, sobre a barreira fornada anteriormente que foi preservada, pelo fato do aumento do nível do mar ser insuficiente para encobri-la e finalmente a quarta e última barreira foi formada em um novo período de regressão do nível oceânico. Figura 3 Esboço Geológico do Litoral Médio (municípios de Palmares do Sul, Mostardas e Tavares) Fonte: Projeto RADAMBRASIL 21 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 5.7 GEOMORFOLOGIA A Planície Costeira do Rio Grande do Sul, denominação dada por NOGUEIRA (in VILLWOCK) pode ser caracterizada como uma imensa área de terras baixas, abrangendo a borda leste do Estado. A Planície Costeira do Rio Grande do Sul atinge uma largura máxima de 120 km, entre o Oceano Atlântico e as terras altas do Escudo Sulriograndense e escarpas da Serra Geral. De Torres até parte do território Uruguaio, numa extensão de mais de 600 km, as praias arenosas são interrompidas apenas pelo canal de Rio Grande e por outras desembocaduras de pequenos rios de menor importância. DELANEY dividiu a Planície Costeira em quatro áreas de terras baixas, assim denominadas: planície arenosa litorânea; planície interior lagunar; planície soerguida de Viamão e terras baixas do estuário do Guaíba. Figura 4 Esboço Geomorfológico do Litoral Médio (municípios de Palmares do Sul, Mostardas e Tavares) Fonte: Projeto RADAMBRASIL 22 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS ? Al Lagunar - Área plana resultante de processos de acumulação lagunar permanente ou periodicamente inundada, podendo comportar diques marginais; ? Atl Terraço lagunar - Área plana resultante de processos de acumulação lagunar, apresentando ruptura de declive em relação à planície lagunar recente, em consequência de variação do nível marinho ou por movimentação tectônica; ? Atm Terraço marinho - Área plana, levemente inclinada para o mar apresentando ruptura de declive em relação à planície marinha recente, entalhada em consequência de variação do nível marinho ou por movimentação tectônica; ? Ae Eólica - Depósito arenoso de origens diversas, remodelado pelo vento, apresentando formas características de dunas (crescentes, parábolas, encarneiramentos ou lineamentos) ou planícies arenosas (Projeto RADAMBRASIL). 5.8 HIDROLOGIA A Planície Costeira do Rio Grande do Sul é caracterizada por uma grande quantidade de lagoas, interligadas ou isoladas, ao longo ou próximo da costa do Oceano Atlântico. Algumas destas lagoas podem possuir grandes extensões como a Laguna dos Patos e a Lagoa Mirim, devido à largura extraordinária da planície, que alcança mais de 70 km entre o mar e as partes altas (escudo cristalino e derrames de basaltos). A área total da Planície Costeira do Rio Grande do Sul é de 37.000 km2, sendo, 14.260 km2 ocupados por corpos de água (38,5%). Ao longo da costa existe uma sequência de lagoas menores formando um ?rosário?. Estas lagoas, embora, próximas ao mar, são de água doce, fato que não é observado em nenhum outro lugar do mundo. As lagoas estão inseridas em um mosaico de ecossistemas terrestres muito heterogêneos, responsáveis pela alta diversidade de associações vegetais. O Estado do Rio Grande do Sul foi dividido em três grandes regiões hidrográficas (Lei Estadual 1035), de 1994: Região Hidrográfica do Guaíba; Região Hidrográfica do Uruguai; Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas. 23 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Figura 5 Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul Fonte: Relatório Anual sobre a situação dos recursos hídricos no Estado do Rio Grande do Sul em 2006 (in SCHAFER, A E. e outros). A Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas é integrada por cinco bacias hidrográficas: Tramandaí; Litoral Médio; Camaquã; Mirim ? São Gonçalo e Mampituba. A Bacia do Litoral Médio abrange os municípios de Palmares do Sul, Mostardas, Tavares e São José do Norte. É denominada de L020. A Bacia Hidrográfica do Litoral Médio (L020) ocupa uma área de 6.472 km2, o que corresponde a 11,34% do total da região hidrográfica das bacias litorâneas. A população total residente nessa bacia é de 85.626 habitantes, sendo 50.955 habitantes na zona urbana e 34.671 habitantes na região rural. 5.9 FLORA A região é um mosaico de ecossistemas de influência marinha e de influência fluvial. Há um misto fito ecológico com espécies florísticas subtropicais e tropicais. Por estarem basicamente sob influência marinha e fluvial estas áreas estão subdivididas em duas formações básicas: Área de Influência Fluvial (Mata Paludosa) e Área de Influência Marinha (Restinga). 24 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS As formações pioneiras são resistentes as variações do clima e salinidade e encontradas esparsamente distribuídas pela planície costeira a leste. Situadas em terrenos predominantemente arenosos de origem marinha fluvial, lagunar, eólica ou combinações dessas, de idade quaternária, em geral com solos pouco desenvolvidos, caracterizando as restingas. A Mata Paludosa caracteriza-se por apresentar espécies higromórficas, megáfilas, malacófilas, ou, em alguns casos, apresentam adaptações como raízes respiratórias. Há áreas constantemente inundadas desenvolvendo capões arbustivos e às vezes arbóreas com presença de raízes respiratórias. 5.9.1 Lagoas Nas margens do complexo de Lagoas, em terreno seco, ocorrem capões de mato ? Matas de Restinga - com predominância de figueira (Ficus cestrofolia), ocorrendo também capororoca (Myrsine spp.), maria mole (Guapira oposita), chal-chal (Allophilus edullis), chá de bugre (Casearia silvestris), pitanga (Eugenia uniflora), tanheiro (Alchornea triplinervea), aroeira bugre (Lithraea brasilienesis), gerivá (Syagrus romanzoffiana), aroeira vermelha (Schinus terebinthifolius), embira (Daphnopsis racemosa), cocão (Erythroxylum argentinum) branquilho (Sebastiana commersoniana), guamirim (Gomidesia palustris), gravatá, família Bromeliaceae. Nas margens do complexo de lagoas, em local permanentemente inundado, constatou-se uma comunidade de maricazal (Mimosa bimucronata) e faixas de Junco, espécies características de área alagável. A ocorrência de juncais favorece a retenção de sedimentos, como conseqüência, o acréscimo das margens e ainda a sua proteção contra a ação das ondas e ventos. Em locais de águas mais calmas, apresenta como espécies acompanhantes Salvinia sp., Azolla caroliniana, Eichhornia azurea, E. crassipes, Commelina difusa, Nymphoides indica, Ludwigia longifolia e Polygonum stelligerum. Em ambientes com maior circulação, observa-se macrófitas maiores como Echinodorus grandiflorus, Pontederia cordata e Thalia geniculata. 5.9.2 Dunas A soma de fatores como a topografia de terras baixas, o regime de vento atuante e o grande estoque de areia quartzosa fina exposta a ação das ondas propiciou a formação de um 25 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS dos mais extensos campos de dunas eólicas do litoral brasileiro (Tomazelli et al. 2004). A vegetação das dunas costeiras é dominada por espécies herbáceas, em geral, rizomatosa ou estolonífera, de rápido crescimento e grande capacidade de rebrotamento (Pfadenhauer, 1978). A vegetação de dunas pode ser classificada em halófitas, ocorrentes em dunas embrionárias, desta forma, sofrem maior o efeito da salinidade (Falkenberg, 1999) e psamófilas, que crescem em regiões protegidas e úmidas. As dunas apresentam uma flora pobre em espécies, tendo em vista a elevada salinidade, exposição a ventos, ausência de nutrientes e mobilidade da areia. Entre as espécies ocorrentes nas dunas embrionárias deste ambiente, destacam-se as famílias Poaceae, Asteraceae e Cyperaceae, ocorrendo com freqüência o capim das dunas (Panicum racemosum) uma das primeiras espécies que as invadem; margarida das dunas (Senecio crassiflorus) e erva-capitão (Hyidrocotyle bonariensis). Ocorrem também Andropogon sp., capim gengibre (Paspalum maritimum), Spartina ciliata e Imperata brasiliensis, freqüente entre as dunas. As dunas secundárias e terciárias estendem-se paralelamente a costa, formando elevações de pequena, média e grande porte. As baixadas úmidas que ocorrem atrás das dunas relacionam-se com o lençol freático. Tendo em vista a escassez de nutrientes e a acidez do solo, ocorrem plantas carnívoras como Drosera brevifolia encontrada próxima ao sambaqui. Outras espécies características são representadas pelas famílias Cyperaceae e Poaceae. No município de Mostardas, na Lagoa dos Moleques e Lagoa do Barro Velho, ocorrem dunas móveis que chegam à altura de 20 m, formando uma paisagem 70 preservada de rara beleza. Em contrapartida nas dunas primárias do Balneário São Simão, ocorrem intensa especulação imobiliária e ocupação irregular em áreas de APP. 5.9.3 Mata Paludosa As Matas Paludosas são áreas turfosas ou constantemente alagáveis, onde se desenvolvem pequenos capões arbustivos e às vezes arbóreos. Em alguns casos, apresentam adaptações como raízes respiratórias. São comuns as espécies chal-chal (Allophylus edulis), murta (Blepharocalyx salicifolius), corticeira do banhado (Erythrina crista-galli), maria mole (Guapira opposita), figueira de folha miúda (Ficus cestrifolia), entre outras (Lagoas Costeiras, 2009). 26 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 5.9.4 Banhado e Campos Úmidos Nos canais, nas áreas alagáveis e nos banhados são comuns as macrófitas, espécies cujas partes fotossintetizantes ativas, encontram-se permanentemente ou temporariamente, submersas ou flutuantes, muitas vezes recobrindo totalmente os corpos d?água. Ocorrem nestes ambientes espécies flutuantes livres, como aguapé (Eichhornia spp.), normalmente predominante, acompanhado por alface da água, (Pistia stratiotes), lentilha d?água (Lemna spp.), murere (Salvinia herzogii), murere rendado (Azolla caroliniana), erva capitão do brejo (Hydrocotyle ranunculoides), carrapicho do brejo (Alternanthera phyloxeroides), Gymnocoronis spilanthoides, erva de bicho (Polygonum acuminatum), pinheirinho d?água (Myriophyllum aquaticum). É comum o registro, principalmente em águas paradas, de gramíneas como Luziola peruviana e Paspalidium paludivagum (Pró-Bio). São também adaptados a terrenos arenosos úmidos do litoral e ocorrentes no entorno de banhados as Poaceas cespitosas: grama baixa (Paspalum pumilum), capim caninha (Andropogon lateralis) e o capim açu (Eragrostis sp), as poaceas rizomatosas: grama do banhado (Pancium aquaticum), grama branca (Panicum gouinii), grama inglesa (Stenotaphrum secundatum) e canival (Panicum grumosum), gramínea alta de banhado. Nos banhados, pequenas lagoas, açudes e sangas, pouco profundos, são comuns as poaceas herbáceo-baixos Leersia hexandra e Luziola sp, conhecidas comumente por boiadeiras, ou herbáceo-altos, como o espadanal (Zizaniopsis bonariensis) e o canival (Panicum grumosum). 5.9.5 Campos Secos Em áreas de campo seco ocorrem extensas faixas cobertas predominantemente por gramíneas e ciperáceas baixas, recobrindo solo arenoso. Estas áreas sofrem elevado grau de antropização, porque são utilizadas para agricultura, pecuária e exploração imobiliária. Nestes campos ocorrem capões de mato onde predominam figueira da folha miúda (Fícus cestrifolia) e gerivá (Syagrus romanzoffiana) e gramíneas associadas. Nas áreas próximas ao oceano, após as dunas, ocorrem gramíneas típicas de solos arenosos. 27 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 5.9.6 Parque Nacional da Lagoa do Peixe Na faixa da praia, sob influência da salinidade, ocorrem espécies halófitas e psamófitas, compondo uma comunidade pobre em espécies, ralas e rasteiras, onde se encontram: Spartina ciliata (espartina); Iresine portulaccoides (bredo-da-praia); Senecio crassiflorus (macela- graúda); Paspalum vaginatum (grama-rasteira-da-praia) entre outras. Junto às encostas das dunas fixas e semimóveis e próximo a locais úmidos abrigam-se dos ventos pequenos e médios capões arbustivos e arbóreos, geralmente formando cordões paralelos ao litoral e constituídos por espécies xeromorfas e higrófitas, entre as quais se destacam as seguintes: Myrsine umbellata (capororoca vermelha); Guapira opposita (maria- mole); Lithrea brasiliensis (bugreira); Erythroxylum argentinum (cocão); Daphnopsis racemosa (embira); Casearia sylvetris (chá de bugre); Myrsine umbellata (capororocão); Sebastiana commersoniana (branquilho); Gomidesia palustres (guamirim). No Parque e no seu entorno identifica-se ainda: Ficus cestrifolia (figueira do mato); Erytrina cristagalli (corticeira do banhado); Inga uruguensis (ingá); Luehea divaricata (açoita cavalo); Pachitroma longifolium (mata olho); chuquiragua sp (sucará); Opuntia sp (cactos); Cereus sp (cactos); Myrsine sp (capororoca); Phylanthus sellowianus (sarandi branco); Terminalia australis (sarandi amarelo); Vitex megapotamica (tarumã); Parapiptadenia rígida (angico); Myrcia spp (camboins); Lantana câmara (lantana); Mimosa bimucronata (maricá). Comunidades hidrófilas encontradas: Eichhornia azurea (aguapé)-flutuante; Nynphoides indica (ninfa)- flutuante; Pontederia sp (rainha das lagoas)- Emergente; Cabomba caroliniana-submersa; Potamogeton spp-submersa; Egeria densa- Interior da corpo de água; Utricularia spp- Interior do corpo de água e Caracias (macroalgas). 5.10 FAUNA A Fauna da região pelos diferentes ecossistemas é rica e diversa. Algumas espécies apresentam-se em situação vulnerável e em perigo de extinção. Estas espécies serão referenciadas no decorrer do levantamento faunístico local. 28 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 5.10.1 Invertebrados aquáticos nas lagoas costeiras e Lagoa dos Patos ? Filo Platyhelminthes (planárias); ? Filo Annelida (minhoca aquática e sanguessuga); ? Filo Mollusca (caracóis e bivalves); ? Filo Arthopoda (crustáceos e insetos com suas larvas). 5.10.2 Caracóis Aquáticos ? Gastrópodes ? Pomacea sp (Arua) ? os ovos das pomáceas são colocados agrupados nos juncos acima do nível da água, tem coloração rósea e um envoltório calcário; ? Heleobia sp; ? Gundiachia sp (Chapeuzinho Chinês); ? Chilina lumínea parva (ficam nas margens e sofrem ação das ondas); ? Biomphalaria sp(água de pouca correnteza). 5.10.3 Bivalves ? Anodontites sp (grandes, usados como isca na pesca); ? Diplodon sp (espécie nativa: cyanocyclas limoss ? espécie introduzida; A dispersão das espécies invasoras Corbicula fluminea e Limnoperma fortunei (mexilhão dourado) estão disseminando-se pelo complexo lacustre e os primeiros registros dessas espécies exóticas na lagoa do Rincão, município de Mostardas. 29 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 5.10.4 Hirudíneos ? Glossiphomiidae sp (sanguessuga). 5.10.5 Artrópodes ? Crustáceos ? Hyalella sp (pequeno camarão); ? Família Sphaeromatidae (semelhantes aos terrestres tatuzinhos de jardim adaptados a vida aquática); ? Família Trichodacpylidae (pequeno caranguejo); ? Família Aeglidae (pequeno crustáceo). 5.10.6 Aves Migratórias Nome Comum Nome Científico Procedência Flamingo Phoenicopterus chilensis Chile Marreca ? caneleira Dendrocygna bicolor Cone sul da América do Sul (principalmente baixo Rio Paraná, na Argentina) Marrecão Netta peposaca Cone sul da América do Sul (principalmente baixo Rio Paraná, na Argentina) Batuiraçu Pluvialis dominica Ártico e norte canadense e Alasca Batuiraçu ? de ? axila ? preta Pluvialis squatarola Canadá e Alasca Batuíra ? norte ? americana Charadrius semipalmatus Canadá e Alasca Batuíra ? de ? coleira ? dupla Charadrius falklandicus Argentina e Ilhas Falklands 30 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Batuíra ? de ? peito - avermelhado Charadrius modestus Argentina e Ilhas Falklands Batuíra ? de ? papo ? ferrugíneo Oreopholus ruficollis Chile, Argentina e Peru Maçarico ? de ? bico ? virado Limosa haemastica Canadá (principalmente as baías de Hudson e James) Maçarico ? de ? bico ? torto Numenius phaeopus Canadá e Alasca Maçarico ? grande- de ? perna- amarela Tringa melanoleuca Canadá e Alasca Maçarico ? de ? perna ? amarela Tringa flavipes Canadá e Alasca Maçarico ? de ? asa ? branca Catoptrophorus semipalmatus Canadá e Estados Unidos Vira ? pedra Limnodromus sp Arenaria interpres Alasca Maçarico -de ? papo - vermelho Calidris canutus Ártico canadense Maçarico ? branco Calidris alba Ártico canadense Maçarico ? de ? sobre ? branco Calidris fuscicollis Canadá e Alasca Maçariquinho Calidris minutilla Canadá Maçarico ? de ? colete Calidris melanotos Canadá e Alasca 5.10.7 Principais Espécies locais Nome Científico Nome Comum Hirundo rústica Andorinha-de-bando Progne tapera Andorinha-de-campo Crotophaga ani Anu-preto Hylocharis chrysura Beija-flor-dourado Pitangus sulphurstus Bem-te-vi Phalacrocorax brasilianus Biguá Myctéria americana Cabeça-seca Sicalis flaveola Canário-da-terra-verdadeiro 31 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Coscaroba coscaroba Capororoca Caracará plancus Caracará Aramus guarauna Carão Paroaria coronata Cardeal Milvago chimango Chimango Cygnus melanocoryphus Cisne-do-pescoço-preto Sporophila caerulescens Coleirinho Sporophila collaris Coleiro-do-brejo Platalea ajaja Colhereiro Tyto alba Coruja-da-igreja Speotyto cunicularia Coruja-do-campo Rhinoptynx clamotor Coruja-orelhuda Pseudoleistes virescens Dragão Phoenicopterus chilensis Flamingo Pheonicopterus andinus Flamingo-andino Gallinula melanops Frango-d?água-carijó Larus cirrocephalus Gaivota-de-cabeça-cinza Larus maculipennis Gaivota-maria-velha Larus dominicanus Gaivotão Gallinula Chloropus Galinhola ou frango-d?água Casmerodius albus Garça-branca-grande Egretta thula Garça-branca-pequena Ardea cocoi Garça moura Bubulcus ibis Garça vaqueira Agelaius ruficapillus Garibaldi Circus buffoni Gavião-do-banhado Jaçana jacana Jaçanã Furnarius rufus João-de-barro Ciconia Maguari João-grande Phimosus infuscatus Maçarico-de-cara-pelada Plegadis chihi Maçarico-preto Syrigma sibilatrix Maria-faceira Dendrosygna bicolor Marreca-caneleira Anas platalea Marreca-colhereira Anas versicolor Marreca-cri-cri Heteronetta atricapilla Marreca-de-cabeça-preta 32 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Netta peposaca Marrecão Anas sibilatrix Marreca-oveira Anas Georgica Marreca-parda Anas flavirostris Marreca-pardinha Oxyura vittata Marreca-pés-na-bunda Amazonetta brasiliensis Marreca-pé-vermelho Dendrocygna viduata Marreca-piadeira Ceryle torquata Martim-pescador-grande Chloroceryle americana Martim-pescador-pequeno Chloroceryle amazona Martim-pescador-verde Podilymbus podiceps Mergulhão Rollandia rolland Mergulhão-de-orelhas-brancas Podiceps major Mergulhão-grande Nycticryphes semicollaris Narceja-de-bico-torto Xolmis irupero Noivinha Passer domesticus Pardal Nothura maculosa Perdiz Himantopus himantopus Pernilongo Colaptes campestris Pica-pau-do-campo Spheniscus magellanicus Pnguim-de-magalhães Haematopus palliatus Piru-piru Sturnella superciliaris Policia-inglesa Zenaide auriculata Pomba-de-bando Columba picazuro Pombão Vanellus chilensis Quero-quero Mimus saturninus Sabiá-do-campo Turdus rufiventris Sabiá-larajeira Pardirallus sanguinolentus Saracura-do-banhado Butorides striatus Socozinho Tyrannus melancholicus Suiriri Chauna torquata Tachã Rynchops niger Talha-mar Tyrannus savana Tesourinha Zonotrichia capensis Tico-tico Donacospiza albifrons Tico-tico-do-banhado Amnodromus humeralis Tico-tico-do-campo 33 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Coragyps atratus Urubu-da-cabeça-preta Hymenops percipicillatus Viuvinha-de-óculos 5.10.8 Principais Mamíferos terrestres Nome Científico Nome Comum Hydrochaeris hydrochaeris Capivara Galictis cuja Furão Dusicyon sp Graxain Caiman latirostris Jacaré-do-papo-amarelo Lutra longicaudis Lontra Procyon cancrivorus Mão-pelada Myocastor coypus bonarienses Ratão-do-banhado Dasypus novencinctus Tatu-galinha Ctenomys flamarioni Tuco-tuco Conepatus chinga Zorrilho Lycalopex gymnocercus Raposa-de-campo Dasypus hybrides Tatu-mulita Didelphis sp Gambá 5.11 PARQUE NACIONAL DA LAGOA DO PEIXE O Parque Nacional da Lagoa do Peixe está situado na região central da planície costeira do Estado do Rio Grande do Sul. Encontrando-se nos municípios de Mostardas e Tavares, numa faixa entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico. Sendo que o Parque tem 34.400 hectares de extensão e inclui ecossistemas representativos da região, tais como: - dunas; - mata de restinga; - lagunas; - praias; - banhados salgados. 34 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS A Lagoa do Peixe, que é uma laguna, uma das principais feições do Parque, encontra-se no município de Mostardas e Tavares. Essa laguna tem 35 km de extensão, largura média de 1km e profundidade reduzida de aproximadamente 30cm, com água variando de doce a salina. De acordo com a época do ano, há intrusão de água do mar, que atravessa a barra e mistura-se com a água interior. A comunicação com o mar é, entretanto, periódica. Atualmente, há uma abertura artificial da barra, nos meses de inverno até o verão, quando, pelos ventos predominantemente, sua desembocadura é bloqueada pela deposição dos sedimentos marinhos. O aspecto mais marcante no Parque é a extrema variabilidade e mobilidade do ambiente em certos períodos de tempo, que está associada aos parâmetros metereológicos. O vento promove e acelera a modificação da paisagem. Figura 6 Mapa da localização do Parque Nacional da Lagoa do Peixe Fonte: IBAMA 5.12 ASPECTOS ECONÔMICOS Em Mostardas a cultura do arroz apresentou um aumento desde o ano de 1982, com pequenas oscilações como as observadas no período de 1992?1994 decorrentes das várias medidas econômicos do Governo Federal. A cultura de cebola vem diminuindo a cada ano, ao passo que a do alho tem crescido. O arroz é cultivado em latifúndios com alto grau de tecnologia e mecanização gerando, portanto, poucos empregos. 35 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Verifica-se em Mostardas o predomínio de pequenas propriedades com 21 a 50 ha pertencentes a 336 produtores (24,6% dos produtores da região). Propriedades com mais de 1000 ha perfazem 42,4% da área rural e encontram-se concentradas nas mãos de 3% dos produtores rurais, sendo destinadas à cultura do arroz e à pecuária. A cebola, por sua vez, é cultivada nas pequenas e médias propriedades e envolve o maior número dos produtores, entretanto, oferece pouco retorno ao município em termos de arrecadação quando comparado ao cultivo de arroz. A produtividade do arroz e da cebola é mais elevada neste município do que no resto do Estado. Tabela 3 Censo Agropecuário do Município de Mostardas em 2006 Descrição Unidade Área (hectare) Número de estabelecimentos agropecuários 975 124.662 Número de estabelecimentos com lavouras permanentes 200 4.274 Número de estabelecimentos com lavouras temporárias 648 42.577 Número de estabelecimentos com pastagens naturais 778 68.120 Número de estabelecimentos com matas e florestas 248 6.339 FONTE: IBGE O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os serviços e bens produzidos num determinado período numa determinada região. O PIB é expresso em valores monetários. Na cidade de Mostardas o setor agropecuário apresenta grande representatividade na composição do PIB. Segundo dados do IBGE (2006), o produto Interno Bruto do Município apresentou maiores valores adicionados na agropecuária e Serviço. Sendo o PIB a preço de mercado corrente R$ 134.775.000,00 e o PIB per capita de R$ 9.941.000,00. Tabela 4 Produto Interno Bruto do Município de Mostardas em 2006 Especificações Valor (mil reais) Valor adicionado na agropecuária 55.446 Valor adicionado na indústria 16.281 Valor adicionado nos serviços 57.230 Impostos sobre prod. Líq. De subsídios 5.818 PIB a preço de mercado corrente 134.775 PIB per capita 9.941 FONTE: IBGE 36 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 5.13 PRINCIPAIS ATIVIDADES 5.13.1 Agricultura O arroz é um dos cereais mais produzidos e consumidos em todo o mundo, sendo considerado o alimento de maior importância na maior parte dos países em desenvolvimento. No Brasil é considerado um dos cereais mais importantes da nossa dieta básica. O Município de Mostardas é um dos grandes produtores de arroz irrigado do Rio grande do Sul, com uma área cultivada de 33.397 hectares. Produzindo cerca de 200.000 toneladas anuais. A produção de milho, feijão e cebola também são fortes fontes de renda para o município com áreas plantadas de 495, 281 e 200 hectares, respectivamente. O plantio de cebola embora ocupe uma área menor do que a área ocupada na produção de milho e feijão apresenta quantidade e valor produtivo significativamente maior que os demais e é a principal atividade familiar da região. Tabela 5 Dados sobre lavoura temporária do município em 2007 Espécie Quant. Prod. (toneladas) Valor da produção (Mil Reais) Área plantada (hectare) Alho 3 13 1 Arroz 207.696 90.485 33.397 Batata doce 210 107 30 Batata inglesa 13 4 4 Cana de açúcar 60 12 5 Cebola 3.600 1.034 200 Feijão 149 234 281 Mandioca 765 281 90 Melancia 132 42 30 Melão 2 1 2 Milho 371 127 495 Sorgo granífero 108 31 45 Tomate 8 11 1 FONTE: IBGE No Município de Mostardas, é grande o número de variedades crioulas de feijão com tamanhos, sabores e cores diferentes de grãos. O milho é uma das culturas de maior importância dentro das pequenas propriedades, pois além de ser consumido pela família, é uma fonte de alimentação para criação de animais. No entanto a diversidade e a disponibilidade de variedades crioulas de milho estão ameaçadas pelas variedades híbridas comerciais, com alta dependência de insumos externos, como adubos e defensivos. 37 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS A lavoura permanente também apresenta grandes investimentos locais abrangendo cerca de 50 hectares com diversas espécies frutíferas. A maior produção local é a laranja com 111 toneladas anuais, chegando a ocupar até 20 hectares de área plantada no município. Tabela 6 Dados sobre lavoura permanente do município em 2007 Espécie Quant. prod. (toneladas) Valor de produção (Mil Reais) Área plantada (hectare) Abacate 5 13 1 Banana 77 37 15 Laranja 111 78 20 Limão 7 3 2 Pera 3 2 1 Pêssego 2 5 1 Tangerina 33 10 7 Uva 28 38 5 FONTES: IBGE 5.13.2 Silvicultura Outro setor que se destaca é o da silvicultura, que apresenta entre seus produtos a madeira em tora, chegando a alcançar anualmente mais de 144.000 m³ e mais de R$6.600.000,00 em valor de produção (IBGE, 2007). Tabela 7 Produtos da Silvicultura Produto Quant. prod. ( m³) Valor da produção (Mil Reais) Lenha 36.789 1.048 Madeira em tora 144.721 6.611 Resina 1.362 (t) 1.661 FONTE: IBGE O Pinus sp. originário do hemisfério norte teve um incremento em seu plantio a partir da década de 60 por incentivos fiscais. Adaptou-se muito bem na região litorânea, aumentando sua produtividade em relação aos países de origem, sendo responsável por uma cadeia produtiva na qual se destaca a indústria moveleira, a produção de celulose de fibra longa, a produção de madeira para serraria, marcenaria e carpintaria, indústria de chapa de MDF e, a partir da extração de resina de desta madeira, a produção de breu e terebintina, entre outros. A resina também é utilizada na indústria química na produção de solventes, tintas, óleos 38 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS essenciais, fármacos, perfumes, materiais adesivos e aprova d?água, e na indústria química fina, de sabores para a fabricação de aditivos alimentares, entre outros (SCHÄFER, 2009). 5.13.3 Pecuária A pecuária é bastante representativa na região, sendo o rebanho de bovinos o maior, seguido pelo de ovinos. São expressivos ainda os rebanhos de equinos e suínos, existindo ainda a presença de asininos, muares, bubalinos, coelhos, caprinos, codornas e galinhas. Como derivados podemos citar a produção de carne, leite, lã e ovos. Tabela 8 Produtos gerados no município de Mostardas Descrição Quantidade Unidade Bovinos Efetivos dos rebanhos 78.915 cabeças Equinos Efetivos dos rebanhos 2.891 cabeças Bubalinos Efetivos dos rebanhos 297 cabeças Assininos Efetivos dos rebanhos 15 cabeças Muares Efetivos dos rebanhos 7 cabeças Suinos Efetivos dos rebanhos 2.150 cabeças Caprinus Efetivos dos rebanhos 109 cabeças Ovinos Efetivos dos rebanhos 21.171 cabeças Galos, frangas, frangos e pintos Efetivos dos rebanhos 8.365 cabeças Galinhas Efetivos dos rebanhos 7.832 cabeças Codornas Efetivos dos rebanhos 40 cabeças Coelhos Efetivos dos rebanhos 270 cabeças Vacas de ordenha Produção-quantidade 2.510 cabeças Ovinos tosqueados Produção-quantidade 20.169 cabeças Leite de vaca Produção-quantidade 2.076 Mil litros Ovos de galinha Produção-quantidade 80 Mil dúzias Mel de abelha Produção-quantidade 30.012 Kg Lã Produção-quantidade 39.935 Kg FONTE: IBGE 5.13.4 Mineração Em Mostardas existem alguns requerimentos de jazida mineral no Departamento Nacional da Produção Mineral, como pode ser observado a seguir: 39 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Quadro 1 Relação de empresas de mineração Protocolo DNPM Área (ha) Substância Título Titular 810442/1988 998,5 Titânio Aut. pesquisa Mineração Taboca SA 810538/1988 908,0 Argila Reg.Licença Sebastião Francisco Ramos Filho 810537/1988 999,4 Argila Licenciamento Sebastião Francisco Ramos Filho 810507/2001 49,41 Água mineral Aut.pesquisa João Agápio dos Santos Filho 810507/2004 7,49 Areia Licenciamento Maria Conceição Vitorino Souza 810614/2006 49,0 Água mineral Aut.pesquisa Fontes do Bacupari Ltda. 810977/2008 6,38 Areia Requer Licenc. Cláudio Arboite da Silva 5.13.5 Indústria A economia urbana está centrada no comércio local e pequenas indústrias, sendo que o município de MOSTARDAS conta com 27 (vinte e sete) Indústrias, que atuam em diversos ramos do setor, distribuídas conforme quadro a seguir: Tabela 9 Número de estabelecimentos industriais no município de Mostardas ATIVIDADE Nº de Estabel. Potencial Poluidor Serraria e Desdobramento da Madeira 12 Médio Ind. De Cereais 02 Médio Ind. Beneficiadora de Arroz 04 Médio Beneficiamento de couros, peles e lã 01 Médio Fábrica de artefatos de metal 04 Médio Fábrica de artefatos madeira 04 Médio 5.13.6 Comércio O município de Mostardas conta com muitos estabelecimentos comerciais de produtos diversificados o suficiente para suprir as necessidades básicas da comunidade, sendo: Tabela 10 Número de estabelecimentos cormerciais no município de Mostardas ATIVIDADE Número de Estabelecimentos. Lojas de Insumos Agrícolas e Veterinários 06 Lojas de Materiais de Construção 15 40 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Lojas de Materiais de Informática 09 Lojas de Eletrodomésticos 20 Lojas de Vestuários, Confecções e calçados 61 Lojas de Materiais Escolares e Papelarias 08 Lojas de Carnes / Açougue 14 Loja de Farmácia 04 Lojas de Móveis 10 Lojas de bijuterias e artigos de armarinho 05 Bar, Lancheria, Restaurante e Pizzaria 49 Postos de Venda de Combustível 04 Loja de Relojoaria 02 Vidraçaria 02 Mini-mercados, Mercados 46 Loja funerária 02 Comércio de automóveis 03 Loja peças aces. p/ motos, bicicletas e automóveis 24 5.13.7 Serviços Na área de prestação de serviços e organização social são representadas no município pelas seguintes entidades, profissionais liberais e autônomos: Tabela 11 Relação de prestadoras de serviço no município de Mostardas ATIVIDADE Nº de Estabel. Clínicas Médicas 02 Clínicas Odontológicas 04 Laboratórios de Análise Clínica 01 Contabilistas e Despachantes 05 Advogados 12 Oficinas Mecânicas 16 Hotéis/ Pousadas 12 Hospitais 01 41 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Instituições de Crédito/ Banco 02 Postos de Lavagem de Veículos 11 Associações Setor Comercial 01 Associações em geral 14 Igrejas e ou religiões 06 Cooperativas de produção 01 Lojas de Consertos em geral 07 Distribuidores de energia elétrica 01 Institutos de Beleza e Barbearia 36 Construtor/Pintor/Pedreiro/Marceneiro 56 Eletricistas 18 Costureiras 03 Massagistas 02 5.13.8 INDICADORES SÓCIO -ECONÔMICOS Em 2009 o IDESE em Mostardas apresentava os seguintes números: ? Educação: índice 0,816, classificando-se em 436º no Estado do Rio Grande do Sul; ? Renda: índice 0,673, classificando-se em 297º no Estado do Rio Grande do Sul; ? Saneamento e Domicílios: índice 0,310, classificando-se em 297º no Estado do RS; ? Saúde: índice 0,884, classificando-se em 38º no Estado do Rio Grande do Sul; ? IDESE: Ordem 318º a nível de Rio Grande do Sul.? (Fonte: FEE). 42 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 6 CARACTERIZAÇÃO E DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL 6.1 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NO MEIO RURAL Na zona rural, o abastecimento acontece de forma individual, onde cada morador busca uma forma de abastecimento, seja através de poços ou soluções alternativas a serem tomadas, com apoio da Administração Municipal. O uso da água é destinado para consumo humano e das criações de ovinos, bovinos, suínos e aves. 6.1.1 Captação A Captação é feita através da perfuração de poços com ponteira cravada. Os poços rasos ditos cravados são tubos metálicos providos de ponteiras, cravados por percussão ou rotação, em pequenos diâmetros (3cm a 5cm), usados como solução de emergência em lençóis freáticos de pequena profundidade e grande vazão. Devido a seu pequeno diâmetro, pode ser cravado a profundidades superiores a 20 metros desde que o terreno seja favorável à cravação e em função da quantidade de água necessária. Figura 7 Esquema de poço com ponteira cravada 43 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 6.1.2 Diagnóstico Atualmente a água consumida não recebe nenhum tipo de tratamento, apenas é efetuado o monitoramento pela vigilância sanitária do município da qualidade da mesma de acordo com a Portaria nº. 2914 de 2011 do Ministério da Saúde. 6.2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NOS BALNEÁRIOS Nos Balneários, o abastecimento acontece de forma individual, onde cada morador busca alternativas de abastecimento. A forma predominante de obtenção de água é através da perfuração de poços com ponteira cravada. O uso da água é destinado para consumo humano. 6.2.1 Captação A Captação é feita através da perfuração de poços com ponteira cravada. 6.2.2 Diagnóstico Atualmente a água consumida não recebe nenhum tipo de tratamento, apenas é efetuado o monitoramento pela vigilância sanitária do município da qualidade da mesma de acordo com a Portaria nº. 2914 de 2011 do Ministério da Saúde. 6.3 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NO MEIO URBANO O sistema de abastecimento de água na área urbana é realizado pela Companhia Riograndense de Saneamento - CORSAN, conforme Lei Municipal n° 604, de 03 de junho de 1986, onde autoriza o Executivo Municipal a celebrar convênio, contratos e aditivos com a CORSAN. 44 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 6.3.1 Captação O sistema de captação é subterrâneo, sendo efetuada através de poços tubulares profundos, de acordo com a tabela 12. Tabela 12 Relação de poços e dados de produção, níveis e profundidade DENOMINAÇÃO VASÃO (m³/h) N. E (m) N. D (m) PROF. (m) SITUAÇÃO COR MOST - 01 A 16 0,72 15,73 26,04 Ativo (em uso) COR MOST - 03 A 14 1,35 17 29,01 Inativo COR MOST ? 08 60 7,23 30 162 Aguardando Serv. COR MOST ? 03 B 14 1,92 19 33 Ativo (reserva) G 1611 MOST 05 14 1,22 24,27 30 Ativo (reserva) G 1529 MOST 02 10 4,94 17,46 27 Ativo (em uso) FONTE: CORSAN Figura 8 Poço MOST 01 A (ativo) 45 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Figura 9 Poço G 1529 MOST 2 (ativo) 6.3.2 Diagnóstico A solução de abastecimento de água através de poço profundo, na grande maioria dos municípios, tem se mostrado eficiente, principalmente em épocas de estiagem, não faltando água para as comunidades. 6.3.3 Adução e Recalque A adução dos poços profundos é feita através de tubos galvanizados de diâmetro de três polegadas, sendo a água recalcada para a Estação de Tratamento de Água através de bombas elétricas submersas. 6.3.4. Armazenagem e reserva de água O sistema de armazenamento de água existente no Município, é composto por 2 (dois) reservatórios, totalizando um volume de 111 m³, conforme descrição abaixo. 46 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Tabela 13 Reservatórios da área urbana do município DENOMINAÇÃO VOLUME (m³) TIPO R-1 11 SEMI-ENTERRADO R-2 100 ELEVADO O abastecimento da zona urbana a partir dos reservatórios se dá da seguinte forma: O reservatório R-1 (semienterrado) recebe água direto dos filtros da Estação de Tratamento de Água e distribui para toda a cidade. O reservatório R-2 funciona com distribuição em marcha, recebendo o excesso de água que não é utilizada pelas residências. Figura 10 Reservatório R-2 (elevado) com capacidade de 100m³ 47 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 6.3.5 Estação de Tratamento de Água A Estação de Tratamento de Água (ETA) é do tipo convencional, localizada na Rua Feliciano de Moura, Centro e atualmente funciona com uma vazão 8 l/s. O conjunto de equipamentos da ETA compreende: floculador hidráulico dotado de misturador, decantador retangular convencional, um filtro rápido, laboratório e casa de química. Figura 11 planta baixa simples da Estação de Tratamento de água A água bruta após receber ajuste de PH, pré oxidação, passa por processo de floculação, decantação e filtração, recebe produtos onde é desinfetada e fluoretada. Em seguida, a água passa por um reservatório semi-enterrado com capacidade de 11 m³, onde é recalcada para a rede de distribuição e posteriormente, o excesso, é enviado para um reservatório elevado com capacidade de 100 m³ que possui comando por rádio. 48 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Figura 12 Torre de aeração Figura 13 Floculador onde é adicionado sulfato de alumínio Figura 14 Floculador onde é adicionado carvão ativado 49 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Figura 15 Tanque de decantação 2 Figura 16 Tanque de decantação 1 Figura 17 Captação de água para os filtros 50 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Figura 18 Filtros Figura 19 Local de dosagem e armazenamentos dos produtos utilizados no tratamento Nas tabelas 14 a 17 são mostrados os indicadores primários, operacionais, comerciais do abastecimento de água, além dos dados referentes ao funcionamento da Estação de Tratamento de Água ? ETA nos meses de novembro de 2011 a outubro de 2012. 51 Tabela 14 Indicadores primários e Operacionais (novembro de 2011 a outubro de 2012) Indicadores Primários Out/2012 Set/2012 Ago/2012 Jul/2012 Jun/2012 Mai/2012 Abr/2012 Mar/2012 Fev/2012 Jan/2012 Dez/2011 Nov/2011 Índice de perdas na distribuição ? IPD (%) ** -33,30 -10,99 -23,96 -30,81 -15,93 -35,60 -3,38 -33,00 -37,17 -7,02 -11,66 Índice de Perdas por ligações ?IPL (L/dia/lig.) ** -100,66 -32,49 -68,37 -88,88 -49,14 -107,55 -10,89 -93,23 -106,73 -24,16 -40,93 Índice de Mecromedição-IM (%) ** 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 10,00 Volume Disponibilizado-VD (M³) ** 11.401 11.520 11.100 10.957 12.119 11.577 12.704 10.390 11.271 13.528 13.375 Volumes Operacionais-(m³) 0 0 0 0 0 0 122 30 50 48 25 25 Volumes especiais - (m³) 0 0 0 0 8 0 8 0 0 0 0 0 Volume Utilizado-VU (m3) ** 15.197 12.786 13.760 14.322 14.049 15.522 13.102 13.752 15.395 14.451 14.907 Volume Disp. Unit.- VDu (m³/Eco.) 7,74 7,34 7,42 7,10 7,01 7,75 7,41 8,16 6,69 7,25 8,77 8,72 Volume Importado (m³) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Volume Esportado (m³) 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Volume Macromedido (m³) ** 1.140 1.152 1.110 1.096 1.212 1.158 1.270 1.039 1.127 1.353 1.338 Volume Utilizado Unitário-VU (m³/Eco.) 8,70 9,78 8,23 8,80 9,16 8,98 9,93 8,42 8,86 9,90 9,37 9,72 IPD Média 12 meses (%) ** -20,33 -20,16 -20,33 -19,87 -19,11 -19,33 -18,85 -18,14 -18,26 -18,24 -17,79 IPD Média 12 Meses (L/dia/lig. ** -62,66 -62,08 62,71 61,61 -59,39 -60,31 -59,09 -56,98 57,39 -57,62 56,54 52 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS INDICADORES OPERACIONAIS Out/2012 Set/2012 Ago/2012 Jul/2012 Jun/2012 Mai/2012 Abr/2012 Mar/2012 Fev/2012 Jan/2012 Dez/2011 Nov/2011 Intervenções em Ramais 0 5 8 9 6 6 9 10 6 6 7 7 Concerto de0 Redes até 150 mm 0 0 1 3 1 1 0 0 0 1 0 1 Concerto de Redes Acima de 150 mm 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Expurgos 0 0 0 0 0 0 0 2 0 0 0 0 Intervenções em Adutoras 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Tempo de Intervenção em Adutoras (h:mi) 0:00 0:00 0:00 0:00 0:00 0:00 0:00 0:00 0:00 0:00 0:00 0:00 Fonte: CORSAN Tabela 15 Indicadores Comerciais (novembro de 2011 a outubro de 2012) Indicadores Comerciais Out/2012 Set/2012 Ago/2012 Jul/2012 Jun/2012 Mai/2012 Abr/2012 Mar/2012 Fev/2012 Jan/2012 Dez/2011 Nov/2011 Volume Utilizado-VU (m³) ** 15.197 12.786 13.760 14.322 14.049 15.522 13.102 13.752 15.395 14.451 14.907 Volume Médio Operacional-VM (m³) ** 11.877 9.926 10.690 11.219 11.015 12.207 10.231 10.690 12.232 11.434 11.865 Volume Estimado Operac.-VE (m³) ** 3.320 2.860 3.070 3.103 3.034 3.315 2.871 3.062 3.163 3.017 3.042 Volume Faturado-VF (m³) ** 11.880 9.928 10.691 11.219 11.025 12.215 10.231 10.634 12.232 11.575 12.021 53 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Volume Grandes Consumidoeres-VGC (m³) 0 13 12 13 15 12 14 12 13 11 11 10 Índice de Economia Hidrometrada-IEH (%) 83,49 83,78 84,10 84,13 84,26 83,95 84,26 84,38 84,73 84,82 84,82 85,14 Índice de Economia Hidrmetrada com Consumo-IEHC (%) 77,61 77,73 77,53 76,84 77,29 77,30 77,61 77,31 76,80 78,52 78,34 78,94 Índice de Economia Hidrometrada com Consumo até 5m³ - IEHbc (%) 34,87 31,98 38,51 35,76 34,80 34,91 31,16 37,85 37,05 30,68 33,27 32,14 Índice de Hidrometração-IH (%) 83,00 83,38 83,70 83,68 83,79 83,38 83,72 83,98 84,33 84,37 84,41 84,80 Índice de Hidrometração com Consumo-IHC (%) 77,00 76,84 76,62 76,28 76,98 76,97 77,45 76,77 76,49 78,47 77,89 78,45 Índice de Hidrometração até 5 m³-IHbc (%) 33,47 30,77 36,87 34,58 33,76 33,71 30,55 36,38 35,16 29,51 31,38 30,61 Economias 1.563 1.554 1.553 1.563 1.563 1.564 1.563 1.556 1.552 1.555 1.542 1.534 Economias com Hidrômetro 1.305 1.302 1.306 1.315 1.317 1.313 1.317 1.313 1.315 1.319 1.308 1.306 Economias com Consumo 1.213 1.208 1.204 1.201 1.208 1.209 1.213 1.203 1.192 1.221 1.208 1.211 Economias Consumo até 5 m³ 545 497 598 559 544 546 487 589 575 477 513 493 Ligaçõe Ativas (COA001) 1.248 1.257 1.257 1.255 1.265 1.267 1.263 1.268 1.262 1.261 1.266 1.268 54 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Ligações 1.500 1.498 1.497 1.501 1.499 1.498 1.499 1.498 1.493 1.491 1.488 1.480 Ligações com Hidrômetro 1.245 1.249 1.253 1.256 1.256 1.249 1.255 1.258 1.259 1.258 1.256 1.255 Ligações com Consumo 1.155 1.151 1.147 1.145 1.154 1.153 1.161 1.150 1.142 1.170 1.159 1.161 Ligações co Consumo até 5 m³ 502 461 552 519 506 505 458 545 525 440 467 453 Manobras 0 6 8 4 3 15 8 9 9 3 8 5 FONTE: CORSAN Tabela 16 Indicadores ETA (novembro de 2011 a outubro de 2012) Out/2012 Set/2012 Ago/2012 Jul/2012 Jun/2012 Mai/2012 Abr/2012 Mar/2012 Fev/2012 Jan/2012 Dez/2011 Nov/2011 Volume Recirculado 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Volume Aduzido (m³) 12.748 12.004 12.163 11.756 11.324 12.551 12.084 13.104 10.738 11.651 13.928 13.746 Volume de Processo (m³) 650 603 643 656 367 432 507 400 348 380 400 371 Volume Produzido-VP (m³) 12.098 11.401 11.520 11.100 10.957 12.119 11.577 12.704 10.390 11.271 13.528 13.375 Horas Trabalhadas/mês (hh:mi) 454:40 431:00 420:34 381:49 402:00 457:46 443:00 477:55 400:41 427:48 503:45 486:00 Horas Trabalhadas/dia (hh:mi) 14:40 14:22 13:34 12:19 13:24 14:46 14:46 15:25 13:49 13:48 16:15 16:12 FONTE: CORSAN 55 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Tabela 17 Estatísticas de volumes ETA Mar/2011 Fev/2011 Jan/2011 Dez/2010 Nov/2010 Out/2010 Set/2010 Ago/2010 Jul/2010 Jun/2010 Mai/2010 Abr/2011 Volume Recirculado 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Volume Aduzido (m³) 12.748 12.004 12.163 11.756 11.324 12.551 12.084 13.104 10.738 11.651 13.928 13746 Volume Processado (m³) 650 603 643 656 367 432 507 400 348 380 400 371 Volume Produzido (m³) 12.098 11.401 11.520 11.100 10.957 12.119 11.577 12.704 10.390 11.271 13.528 13.375 FONTE: CORSAN 56 6.3.6 Distribuição O Sistema de distribuição conta ao todo com aproximadamente 29.268 metros de redes, atendendo cerca de 1.563 economias, totalizando em torno de 4.000 habitantes recebendo água tratada. De acordo com informações da CORSAN, o Sistema de distribuição conta ao todo com aproximadamente 29.024 metros de materiais diversos (PVC, fibrocimento), com diâmetros variando de DN 60 mm a DN 150 mm e outros 244 metros de redes ou ramais precários em PVC e com diâmetro de 32 mm. 6.3.7 Qualidade da água tratada A Portaria nº. 2.914 de 2011 do Ministério da Saúde estabelece padrões de qualidade de água para o consumo humano. Segundo a referida norma é dever e obrigação das Secretarias Municipais de Saúde a avaliação, sistemática e permanente, de risco à saúde humana do sistema de abastecimento de água ou solução alternativa, considerando diversas informações especificadas na portaria. Para isso, considera-se como solução alternativa de abastecimento de água para consumo humano toda modalidade de abastecimento coletivo de água distinta do sistema de abastecimento de água, incluindo fonte, poço comunitário, distribuição por veículo transportador, instalações condominiais horizontal e vertical, dentre outras. A Portaria nº. 2.914/2011 também especifica diversas atribuições dos responsáveis pela operação do sistema de abastecimento de água. A norma determina um número mínimo de amostras para controle da qualidade da água de sistema de abastecimento, para fins de análises físicas, químicas, microbiológicas e de radioatividade, em função do ponto de amostragem, da população abastecida por cada sistema e do tipo de manancial. O padrão microbiológico de potabilidade da água para consumo humano está detalhado na Portaria conforme Tabela 18. Neste documento legal, definições de alguns parâmetros são apresentadas, além de orientações quanto ao procedimento de análise no caso de detectadas amostras com resultado positivo, assim como para amostragens individuais, por exemplo, de fontes e nascentes. 57 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Tabela 18 Padrão microbiológico de potabilidade da água para consumo humano FONTE: PORTARIA 2.914/2011 Dentre as recomendações, condições, e orientações dadas na norma, os seguintes itens também podem ser destacados: - Nos sistemas de distribuição, em 20% das amostras mensais para análise de coliformes totais deve ser feita a contagem de bactérias heterotróficas e, quando excedidas 500 Unidades Formadoras de Colônia (UFC) por mL deve-se providenciar imediata recoleta e inspeção local, sendo tomadas providências cabíveis no caso de constatação de irregularidade. - Para turbidez, após filtração rápida (tratamento completo ou filtração direta) ou simples desinfecção (tratamento da água subterrânea), a norma estabelece o limite de 1,0 UT (Unidade de Turbidez) em 95% das amostras. Entre os 5% dos valores permitidos de turbidez superiores ao valor máximo permitido citado, o limite máximo para qualquer amostra pontual deve ser de 5,0 UT. Para isso, o atendimento ao percentual de aceitação do limite de turbidez, deve ser verificado mensalmente, com base em amostras no mínimo diárias para desinfecção ou filtração lenta e a cada quatro horas para filtração rápida, preferivelmente no efluente individual de cada unidade de filtração. - A água deve ter um teor mínimo de cloro residual livre de 0,5 mg/L após a desinfecção, mantendo no mínimo 0,2 mg/L em qualquer ponto da rede de distribuição, sendo recomendado que a cloração seja realizada em pH inferior a 8,0 e o tempo de contato mínimo seja de 30 minutos. - Em qualquer ponto do sistema de abastecimento, o teor máximo de cloro residual livre recomendado é de 2,0 mg/L. - O pH da água deve ser mantido no sistema de distribuição na faixa de 6,0 a 9,5. 58 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS - A água potável também deve atender o padrão de potabilidade para substâncias químicas que representam risco à saúde, conforme relação apresentada na Portaria nº. 2.914/2011. - Parâmetros radioativos devem estar dentro do padrão estabelecido, porém a investigação destes apenas é obrigatória quando existir evidência de causas de radiação natural ou artificial. - Monitoramento de cianotoxinas e cianobactérias deve ser realizado, seguindo as orientações de amostragem para manancial de água superficial e padrões e recomendações estabelecidos na norma. - A água potável também deve estar em conformidade com o padrão de aceitação de consumo humano, o qual está determinado na norma, sendo destacados na Tabela C3 os valores para os parâmetros mais comumente analisados. Tabela 19 padrão de turbidez para água pós-filtração ou pré-desinfecção FONTE: PORTARIA 2.914/2011 Tabela 20 Padrão organoléptico de potabilidade FONTE: PORTARIA 2.914/2011 59 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Dentro do contexto apresentado, as seguintes definições são consideradas: ? Cianobactérias: microrganismos procarióticos autotróficos, também denominados cianofíceas ou algas azuis, que podem ocorrer em qualquer manancial superficial, especialmente nos com elevados níveis de nutrientes, podendo produzir toxinas com efeitos adversos à saúde. ? Cianotoxinas: toxinas produzidas por cianobactérias que apresentam efeitos adversos à saúde por ingestão oral, incluindo microcistinas, cilindrospermopsina e saxitoxinas. ? Cloreto: presente nas águas naturais em maior ou menor escala, contém íons da dissolução de minerais. Em determinadas concentrações confere sabor salgado à água. Ele pode ser de origem natural (dissolução de sais e presença de águas salinas) ou de origem antrópica (despejos domésticos, industriais e águas utilizadas em irrigação). ? Cloro Residual Livre: deve permanecer na água tratada até a sua utilização final. No tratamento o cloro é utilizado como oxidante de matéria orgânica e para destruir microorganismos. Quando aplicado, parte dele é consumido nas reações de oxidação e quando as reações se completam, o excesso que permanece é denominado cloro residual. Teores positivos são desejáveis, pois é garantia de um processo de desinfecção eficiente. ? Coliformes totais: bactérias do grupo coliforme, bacilos gram-negativos, aeróbios ou anaeróbios facultativos, não formadores de esporos, oxidase-negativos, capazes de desenvolver na presença de sais biliares ou agentes tensoativos que fermentam a lactose com produção de ácido, gás e aldeído a 35,0 ± 0,5ºC em 24-48 horas, e que podem apresentar atividade da enzima ß -galactosidase. A maioria das bactérias do grupo coliforme pertence aos gêneros Escherichia, Citrobacter, Klebsiella e Enterobacter, embora vários outros gêneros e espécies pertençam ao grupo, podendo existir bactérias que fermentam a lactose e podem ser encontradas tanto nas fezes como no meio ambiente (águas ricas em nutrientes, solos, materiais vegetais em decomposição). Nas águas tratadas não devem ser detectadas bactérias coliformes, pois se isso ocorre o tratamento pode ter sido insuficiente, ocorreu contaminação posterior ou a quantidade de nutrientes é excessiva. Espécies dos gêneros Enterobacter, Citrobacter e Klebsiella podem persistir por longos períodos e se multiplicarem em ambientes não fecais. ? Coliformes termotolerantes: a definição é a mesma de coliformes, porém restringem- se as bactérias do grupo coliforme que fermentam a lactose a 44,5 ± 0,2ºC em 24 horas; tendo como principal representante a Escherichia coli, de origem exclusivamente fecal. 60 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS ? Contagem de bactérias heterotróficas: determinação da densidade de bactérias que são capazes de produzir unidades formadoras de colônias (UFC), na presença de compostos orgânicos contidos em meio de cultura apropriada, sob condições pré- estabelecidas de incubação: 35,0, ± 0,5ºC por 48 horas. ? Cor: resulta da existência de substâncias dissolvidas, provenientes de matéria orgânica (principalmente da decomposição de vegetais ? ácidos húmicos e fúlvicos), metais como ferro e manganês, resíduos industriais coloridos e esgotos domésticos. No valor da cor aparente pode estar incluída uma parcela devido à turbidez da água, sendo esta removida obtém-se a cor verdadeira. ? Dureza: resultante da presença de sais presentes com exceção de sódio e potássio. Nas águas naturais a dureza é predominantemente devido à presença de sais de cálcio e magnésio, no entanto sais de ferro, manganês e outros também contribuem para a dureza das águas. A dureza elevada causa extinção de espuma do sabão, sabor desagradável e produzem incrustações nas tubulações e caldeiras. ? pH: abreviação de potencial hidrogeniônico, que é usado para medir acidez ou alcalinidade de soluções através da medida de concentração do íon hidrogênio (logaritmo negativo da concentração na solução). O pH 7 é considerado neutro sendo abaixo de 7 ácido e acima alcalino. É um parâmetro importante por influenciar diversos equilíbrios químicos que ocorrem naturalmente na água ou em unidades de tratamento de água. ? Turbidez: medida da capacidade de uma amostra de água em impedir a passagem de luz. Grau de atenuação de intensidade que um feixe de luz sofre ao atravessá-la, devido à presença de sólidos em suspensão, tais como partículas inorgânicas (areia, silte, argila) e de detritos orgânicos, algas e bactérias, etc. 61 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 7 CARACTERIZAÇÃO E DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO 7.1 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO NA ZONA URBANA O sistema de esgotamento sanitário deverá abranger a universalização do serviço de esgotamento sanitário e a conservação de cursos e de mananciais de água. As intervenções previstas para o serviço de esgotamento sanitário visam à implantação do sistema de coleta, tratamento e disposição final do efluente tratado. 7.1.1 COLETA, TRATAMENTO E DESTINAÇÃO FINAL DO ESGOTO SANITÁRIO O Município de Mostardas não possui um Sistema Coletivo de Tratamento de Esgoto do tipo separador absoluto com coleta, afastamento, tratamento e retorno ao receptor final (Lagoa). O sistema de tratamento existente que predomina é do tipo individual, composto de: - Fossa séptica e poço sumidouro; - Fossa séptica, filtro e poço sumidouro; Figura 20 Esquema de tratamento individual - Fossa séptica + filtro anaeróbio + sumidouro 62 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Existe também o sistema coletivo de esgotos mistos, onde após passar por fossa séptica e filtro ou somente fossa, é ligado na rede coletora pluvial e largado em um receptor (arroio). Esse sistema atualmente é utilizado na grande maioria das residências da área urbana. Outra situação constatada é a de que o esgoto não passa por nenhum tipo de tratamento, sendo simplesmente largando a céu aberto. Figura 21 Lançamento de esgoto no Arroio Passal Figura 22 Lançamento de esgoto no Arroio Passal Os sistemas existentes não são executados conforme recomendações das normas vigentes e não são monitoradas, portanto não atendem a eficiência necessária. 7.1.2 Diagnóstico A falta de coleta, tratamento e destino final adequado do esgotamento sanitário provoca mau cheiro, a proliferação de insetos e roedores que podem transmitir doenças, a contaminação dos mananciais hídricos, a eutrofização e a perda da biodiversidade desses mananciais. Esgoto sendo lançado no Arroio 63 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS Para alcançar a universalização do esgotamento sanitário, o Município juntamente com a FUNASA vem trabalhando em um programa com vistas a adequar o tratamento cloacal na área urbana. Até a presente data, o projeto de construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) encontra-se em processo de licitação para contratação de empresa que fará a construção da mesma. Num primeiro momento a ETE funcionará atendendo entre 200 e 300 residências, tendo uma capacidade de vazão de 5 litros por segundo (l/s). Esta primeira etapa, denominada módulo 1, será posteriormente expandida para um maior número de residências, até atingir 100% da área urbana do município. 7.2 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO NOS BALNEÁRIOS Nas áreas urbanas dos balneários do município, a maioria das residências utilizam fossa séptica e sumidouro como destinação final do esgoto. Figura 23 Ilustração de Fossa séptica + sumidouro 7.3 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO NA ZONA RURAL Na zona rural o sistema de tratamento de esgoto sanitário é bastante rudimentar, necessitando a atenção especial no que se refere à orientação e conscientização da população quanto à importância do saneamento básico nas residências. 64 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 7.3.1 Coleta, tratamento e destinação final. O sistema de tratamento de esgoto na zona rural do município de Mostardas é do tipo individual, onde cada morador dá o destino final, geralmente através de fossa séptica e poço sumidouro ou ainda, simplesmente largado a céu aberto. 65 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 8 MANEJO DA LIMPEZA URBANA, DOS RESÍDUOS SÓLIDOS, DOS SERVIÇOS DE SAÚDE E RESÍDUOS PERIGOS OS O serviço de recolhimento de resíduos sólidos domiciliar é realizado de segunda a sabado no perímetro urbano. O serviço de coleta e destino final do lixo é terceirizado, sendo encaminhado primeiramente para uma estação provisória de transbordo, ficando até dois dias nesta, e posteriormente encaminhado ao aterro sanitário de Tramandaí/RS. No município não há coleta seletiva, mas algumas famílias têm procurado separar os resíduos sólidos por componentes, principalmente separando estes em seco e orgânico. A ação de catadores é esporádica, baseando-se principalmente ao alumínio (latas de bebidas), plástico (pet) e papelão. Na área rural o recolhimento é realizado de segunda a sexta-feira pela mesma empresa terceirizada e com destinação final ao aterro sanitário da cidade supracitada. O lixo seco é acondicionando em lixeiras comunitárias de alvenaria. O lixo orgânico é absorvido individualmente em cada propriedade. O recolhimento dos resíduos da saúde também é terceirizado e disposto de forma adequada pela prestadora de serviço. Os resíduos originados por postos de combustíveis e de oficinas mecânicas são recolhidos periodicamente por empresas especializadas e licenciadas junto aos órgãos ambientais competentes, controladas pelas empresas, assim como o material contaminado por óleo oriundo de lavagem de veículos. O recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos é realizado pelas empresas que comercializam os mesmos, dando-lhes também um destino final. 66 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 9 DRENAGEM E ESCOAMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS A drenagem das águas pluviais no perímetro urbano é realizada por uma rede composta de canos de concreto de 30 cm de diâmetro. Há também cerca de 20 bocas de lobo espalhadas pela área urbana para captação das águas. Essa rede recebe também o esgoto doméstico das casas conectadas a ele. Atualmente 90 % do perímetro urbano contam com essa rede de drenagem e escoamento de águas pluviais. Há necessidade de realizar urgentemente a manutenção e até mesmo a troca do sistema de esgotamento da água pluvial, devido à obstrução por areias e outros materiais causando assim o alagamento de algumas ruas nas áreas baixas da cidade. 67 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 10 SISTEMA DE GESTÃO E NECESSIDADES PARA A UNIVERSALIZAÇÃO DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL, ESGOTAMENTO SANITÁRIO, L IMPEZA URBANA E RESÍDUOS SÓLIDOS E DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS O sistema de gestão e necessidade para a universalização apresenta informações sobre como a Administração Pública, procederá no decorrer deste plano para atingir as metas propostas em todos os sistemas. 10.1 GESTÃO E NECESSIDADES PARA A UNIVERSALIZAÇÃO DOS SISTEMAS O prazo para as intervenções planejadas neste PSMB abrange um período de 32 anos, considerando-se: ? Curto prazo: período de até 04 (quatro) anos; ? Médio prazo: período compreendido entre 05 (cinco) e 16 (desesseis) anos; ? Longo prazo: período compreendido entre 17 (dezessete) e 32 (trinta e dois) anos. 10.2 SISTEMA DE GESTÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEAMENTO BÁSICO A gestão dos serviços de saneamento básico no Município de Mostardas será de competência da Administração Pública Municipal, através das Secretarias afins, com a participação do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA). 10.3 NECESSIDADES DE SERVIÇOS PÚBLICOS DE SANEMANETO BÁSICO Pelas diferenças existentes entre a área urbana e rural no que se refere ao abastecimento de água, tratamento de esgotos sanitários e resíduos, há intervenções planejadas e relacionadas de forma específica. 68 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 11 OBJETIVOS E METAS DE CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO PARA A UNIVERSALIZAÇÃO DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL, ESGOTAMENTO SANITÁRIO, LIMPEZA URBANA E RESÍDUOS SÓLIDOS E DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS A ausência de planejamento, com fragmentação do saneamento básico, trouxe graves conseqüências para a população do município, tanto na sede quanto nas comunidades e vilas do interior. Essa realidade impõe mudanças profundas no modelo de gestão do saneamento básico de Mostardas. A superação desse problema não depende apenas da proposição de um plano concebido como produto rígido e detalhista que, pela inflexibilidade e burocratização, é inaplicável em realidades permanecestes dinâmicas, em função de enorme pluralidade de agentes e de interesses. Por isso, é necessário conceber, para Mostardas, um modelo de gestão que tenha em conta a complexidade da realidade urbana e rural e a participação e o controle social. Entre as medidas sugeridas, destaca-se a mudança de relacionamento entre o Poder Público Municipal e a empresa concessionária estadual de águas e esgoto, bem como quanto ao acompanhamento e à fiscalização do atual contrato de programa. 11.1 OBJETIVOS E METAS PARA O SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA O sistema de abastecimento de água na sede, incluindo os imóveis inseridos dentro do perímetro urbano é de responsabilidade da CORSAN conforme Lei Municipal n° 604/86. A Companhia de abastecimento de água deverá manter a universalização no atendimento à população urbana com fornecimento de maneira contínua e regular dentro dos padrões estabelecidos pela Portaria 2.914/2011. Deverá ser dada ênfase ao uso racional da água e à conservação de mananciais. O abastecimento de água no meio rural é normalmente realizado de forma individual ou coleta, nas comunidades onde existe maior concentração de moradores. 11.1.1 Objetivos Os objetivos para o sistema de abastecimento de água são os seguintes: 69 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS ? Universalizar à população o acesso ao sistema de abastecimento de água potável; ? Universalizar o atendimento da população urbana do município com água tratada; ? Manter a quantidade de água, a qualquer tempo, dentro dos padrões de potabilidade, no atendimento à Portaria n°2.914/2011 do Ministério da Saúde; ? Manter o fornecimento de água de maneira contínua e regular à população, restringindo os casos de intermitência no abastecimento apenas às situações de necessária manutenção corretiva ou preventiva do sistema; ? Implantar, em conjunto com a sociedade civil, Programa de Educação Socioambiental visando incentivar o uso racional da água; ? Implantar e manter de forma permanente e integrada com os Comitês de Bacia Hidrográfica, órgãos governamentais municipais e sociedade civil, Programa de Conservação dos Mananciais de Abastecimento atuais e futuros. 11.1.2 Metas para Abastecimento de água no Perímetro Urbano Apresentamos a seguir as metas para o sistema de abastecimento de água potável no perímetro urbano a curto, médio e longo prazo. 11.1.2.1 Metas a curto Prazo ? Manter a qualidade da água a qualquer tempo, dentro dos padrões de potabilidade, no atendimento a Portaria n° 2.914/2011 do Ministério da Saúde; ? Manter o fornecimento de água de maneira contínua e regular a população, restringindo os casos de intermitência somente em situação necessária para a execução de concertos de manutenção corretiva e preventiva; ? Fiscalização da implantação de redes de abastecimento em novos loteamentos; ? Planejamento e monitoramento do crescimento da cidade para a implantação de rede de distribuição; ? Executar serviços de adequação da captação de água, pois esta encontra-se avariada e até mesmo ultrapassada, comprometendo o abastecimento de água a população; 70 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS ? Implantar em conjunto com a sociedade civil programa sócio ambiental, visando incentivar o uso racional e consciente da água e a preservação para futuras gerações; ? Substituição das redes de distribuição antigas de PVC, redes precárias por materiais e diâmetros adequados; ? Conscientização da população urbana para que em edificações sejam previstas captações de água da chuva para uso específicos (lavagem de calçadas, rega de jardim, lavagem de carros, etc); ? Elaborar um mapa atualizado de toda a rede de distribuição de água; ? Projeto de setorização do sistema, com instalação de macromedidor, VPRs, hidrantes, ventosas, telemetria; ? Instalar sistema de controle de nível de reservatório e telecomando para controle do sistema de produção, reservação e distribuição de água; 11.1.2.2 Metas a médio prazo ? Universalizar o atendimento da população urbana do município com água tratada; ? Manter a qualidade da água, a qualquer tempo, dentro dos padrões de potabilidade no atendimento a Portaria n° 2,914/2011 do Ministério da Saúde; ? Manter o fornecimento de água contínua e regular a população, restringindo os casos de intermitência no abastecimento apenas as situações de manutenção corretiva ou programa; ? Implantação de setorização do sistema de distribuição, com instalação de registros, válvulas redutoras de pressão e hidrantes; ? Execução de obras visando ampliação de redes de distribuição acompanhando a expansão das ruas; ? Substituição das redes antigas de PVC e ramais precários com redimensionamento, de acordo com definição prévia das áreas prioritárias; ? Executar melhorias nas redes de distribuição de ruas e avenidas, de acordo com a expansão do perímetro urbano; ? Execução dos projetos executivos para a possível ampliação da reservação, especialmente para as zonas do perímetro urbano; 71 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS ? Elaborar um estudo pára o reaproveitamento da água ou um sistema de tratamento diferenciado para aquela água a ser utilizada para limpeza pública, lavagem de veículos, limpeza de calçadas e limpeza doméstica. 11.1.2.3 Metas a longo prazo ? Substituição da rede adutora de água bruta do ponto de captação até a estação de tratamento; ? Universalizar o atendimento da população urbana do Município com água tratada; ? Manter implantação de redes em acompanhamento a expansão de ruas; ? Substituição das redes depreciadas e com alto índice de concerto; ? Manter a qualidade da água, a qualquer tempo, dentro dos padrões de potabilidade no atendimento a Portaria 2.914/2011 do Ministério da Saúde; ? Manter o fornecimento de água de maneira contínua e regular a população, restringindo os casos de intermitência no abastecimento apenas as situações de manutenção corretiva ou prevista ou programada no sistema; ? Manter proteção dos mananciais, tanto subterrâneo como superficiais, as nascentes e faixas marginais de proteção de água superficial. 11.1.3 Metas para o Abastecimento de Água para a Zona Rural Apresentamos a seguir as metas para o sistema de abastecimento de água potável na zona rural a curto, médio e longo prazo. 11.1.3.1 Metas a curto prazo ? Buscar junto com a comunidade, alternativas para o fornecimento de água adequado às características locais; ? Elaborar projetos técnicos a partir das alternativas propostas pelas comunidades onde há maior risco de desabastecimento de água em períodos de estiagem; 72 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS ? Buscar fontes de recursos compatíveis para a implantação de sistemas de abastecimento de água em localidades no meio rural; ? Manter serviço de controle para acompanhamento da qualidade da água; 11.1.3.2 Metas a médio prazo ? Manter a elaboração de projetos técnicos a partir das alternativas propostas pelas comunidades onde há risco de desabastecimento de água em períodos de estiagem; ? Buscar alternativas junto as Secretarias Estaduais competentes, para suprir a necessidade atual e projetando pelo tempo de execução do Plano de Saneamento; ? Buscar fontes de recurso compatível para a implantação de sistema de abastecimento de água em localidades no meio rural; ? Implantar/manter o serviço de qualidade da água; ? Elaborar estudo para tratamento da água para a população da zona rural; 11.1.3.2 Metas a longo prazo ? Universalizar o atendimento da população da zona rural com água tratada; ? Elaborar e executar projetos técnicos a partir das alternativas propostas para as demais comunidades; ? Buscar fontes de recursos compatíveis para a implantação de sistemas de abastecimento de água em localidades no meio rural; 11.2 OBJETIVOS E METAS PARA O SISTEMA DE ESGTAMENT O SANITÁRIO Apresentamos a seguir o objetivo e as metas para o sistema de esgotamento sanitário no período urbano e na zona rural a curto, médio e longo prazo 11.2.1 Objetivos Universalização do sistema de esgotamento sanitário para a população do município. 73 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 11.2.2 Metas para o Esgotamento Sanitário no Período Urbano Apresentamos a seguir as metas para o sistema de esgotamento sanitário no perímetro urbano a curto, médio e longo prazo 11.2.2.1 Metas a curto prazo ? Aquisição do terreno para a implantação da Estação de Tratamento de Esgoto Sanitário; ? Elaborar projeto executivo de sistema de esgotamento sanitário abrangendo todo o perímetro urbano e projeto executivo para a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto Sanitário que atenda as necessidades do município; ? Exigir a implantação de sistema de tratamento individual ou coletivo para novos loteamentos; ? Fiscalizar e exigir a limpeza periódica dos tanques sépticos e sumidouros novos e existentes, conforme o dimensionamento apresentado nos respectivos projetos aprovados junto a Prefeitura Municipal; ? Implantação gradativa do projeto executivo existente de esgotamento sanitário, observando a disponibilidade econômica e financeira; ? Fiscalizar e exigir novos e os já existentes, conforme dimensionamento dos respectivos projetos aprovados junto a Prefeitura; 11.2.2.2 Metas a médio prazo ? Implantação do sistema de esgotamento sanitário e da Estação de Tratamento de Esgoto Sanitário, observando a disponibilidade econômica e financeira; ? Identificar economias que caracterizam inviabilidade de ligação ao sistema de esgotamento sanitário existente, através das redes de coleta e tratamento coletivo; ? Incluir no Código de Obras a obrigatoriedade da ligação das economias na rede de esgoto implantada; ? Continuar com a implantação de fossa séptica e em novas construções, prevendo-se a canalização para a ligação em rede coletora; 74 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS ? Disponibilidade, por parte da Companhia Concessionária, de um caminhão tanque equipado, para a limpeza de fossas sépticas, para posterior encaminhamento a Estação do Tratamento de Esgoto ? ETE. 11.2.2.3 Metas a longo Prazo ? Universalizar o atendimento da população urbana com Sistema de Esgotamento Sanitário; ? Implantação de Sistema tipo separador absoluto de acordo com indicações do Projeto Executivo, observada a disponibilidade econômica e financeira. 11.2.3 Metas para o Esgotamento Sanitário na Zona Rural Apresentamos a seguir as metas para o sistema de esgotamento sanitário na zona rural a curto, médio e longo prazo. 11.2.3.1 Metas a curto prazo ? Criação de Programa de conscientização para tratamento de esgoto sanitário em ampliações ou novas residências, bem como as já existentes; 11.2.3.2 Meta a médio prazo ? Buscar fontes de recursos compatíveis para a implantação do programa acima citado, implantação de esgotamento sanitário junto a famílias de baixa renda; ? Estudo de viabilidade de projeto de implantação de esgotamento sanitário específico. 75 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 11.2.3.3 Meta a longo prazo ? Universalizar o atendimento da população da zona rural com Sistema de Esgotamento Sanitário. 11.3 OBJETIVOS E METAS PARA GESTÃO DA LIMPEZA URBANA E RESÍDUOS SÓLIDOS Apresentamos a seguir o objetivo e as metas para a gestão da limpeza urbana e resíduos sólidos no perímetro urbano e na zona rural a curto, médio e longo prazo. 11.3.1 Objetivo Buscar alternativas compatíveis com a legislação vigente no que se refere à gestão, a coleta a destinação final dos resíduos sólidos na zona urbana e rural. 11.3.2 Metas para o Sistema de Gestão, Coleta e Destino Final da Limpeza Urbana e Resíduos Sólidos no Perímetro Urbano Apresentamos a seguir as metas para os sistema de gestão, coleta e destino final da limpeza urbana e resíduos sólidos no perímetro urbano a curto, médio e longo prazo. 11.3.1.1 Metas curto prazo ? Manter o sistema de coleta e destino final do resíduo sólido doméstico e comercial, dos serviços de saúde e resíduos perigosos, terceirizados; ? Realizar estudos e campanhas de conscientização objetivando a real implantação da coleta seletiva, incluindo triagem e compostagem para resíduos orgânicos; ? Realizar estudos para viabilizar o local destinado a depósito de material oriundo de construção civil e de podas de árvores; 76 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS ? Aplicação do Artigo 33 da Lei Federal n° 11.445, regulamentada pelo Decreto Federal n° 7.217 no que tange ao destino final dos resíduos perigosos. 11.3.1.2 Metas a médio prazo ? Continuar terceirizando serviços de coleta e destino final dos resíduos sólidos; ? Implantação da coleta seletiva dos resíduos sólidos; ? Definição de local destinado a depósito de material oriundo de construção civil e de podas de árvores; ? Instalar lixeiras para coleta seletiva em toda zona urbana. 11.3.1.3 Meta a longo prazo ? Tratativas com os demais municípios vizinhos objetivando a viabilização de consórcio intermunicipal para gestão, coleta e destino final dos resíduos sólidos. 11.3.2 Metas para o Sistema de Gestão, Coleta e Destino Final dos Resíduos Sólidos na Zona Rural Apresentamos a seguir as metas para o sistema de gestão, coleta e destino final dos resíduos sólidos na zona rural a curto, médio e longo prazo. 11.3.2.1 Metas a curto prazo: ? Manter a coleta dos resíduos sólidos domésticos (lixo seco) de segunda a sexta feira nas localidades em que está sendo realizado este tipo de serviço; ? Incrementar campanhas no sentido da aplicabilidade do Artigo 33 da Lei Federal n° 11445, regulamentado pelo Decreto Federal n° 7.217 no de recolhimento de embalagem de agrotóxicos e produtos perigosos. 77 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 11.3.2.2 Metas a médio prazo: ? Ampliar a coleta dos resíduos sólidos domésticos para as demais linhas da Zona Rural; ? Disponibilizar coletores em lugares de maior concentração no interior. 11.3.2.3 Metas a longo prazo: ? Aumentar a freqüência do recolhimento do lixo doméstico. 11.4 OBJETIVO E METAS PARA DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS Apresentamos a seguir o objetivo e as metas para drenagem das águas pluviais urbanas a curto, médio e longo prazo. 11.4.1 Objetivos Promover análises e estudos em referência ao sistema de drenagem urbana existente, bem como sua necessidade de melhorias e ampliação. 11.4.2 Metas para Drenagem de Águas Pluviais Urbanas Apresentamos a seguir as metas para a drenagem e águas pluviais urbanas a curto, médio e longo prazo. 11.4.2.1 Metas a curto Prazo: ? Averiguação, manutenção ou troca das redes de micro drenagem de águas pluviais existentes no perímetro urbano; ? Elaborar estudos para a priorização de implantação de novas redes de micro drenagem; 78 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS ? Assegurar o trânsito de pedestres e veículos; ? Controlar a erosão 11.4.2.2 Metas a médio prazo: ? Elaboração de projetos para a implantação de novas redes de micro drenagem; ? Buscar fontes de recursos para a viabilização de novas redes; ? Proteger os logradouros e vias públicas; ? Proteger e preservar os cursos d?água nas proximidades do perímetro urbano. 11.4.2.3 Metas a longo prazo: ? Implantação de sistema de micro drenagem de águas pluviais em todo o perímetro urbano 79 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 12 AÇÕES PARA EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS O objetivo do Plano Municipal de Saneamento Básico é o correto atendimento à população com serviços públicos adequados e universais, nos termos da Lei Nacional de Saneamento Básico nº. 11.445 de 05 de janeiro de 2007. Situações emergenciais na prestação dos serviços previstos nesse PMSB podem ocorrer em decorrência de clima, funcionamento deficiente ou quebra de equipamento, desorganização ou greve de trabalhadores, caracterizando uma ocorrência temporária. As diretrizes para planos de relacionamento e atendimento a aumento de demanda temporária, diretrizes para integração com planos locais de contingência e regras de atendimento e funcionamento operacional para situações críticas na prestação de serviços, incluindo mecanismos tarifários de contingência, deverão ser elaboradas pelo Gestor Municipal, com auxílio dos Conselhos Municipais de Saúde e Meio Ambiente e Concessionária. 80 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 13 FONTES DE FINANCIAMENTO PARA SANEAMENTO BÁSICO Com base no Plano Nacional de Saneamento (PLANSAB), as principais fontes de investimento disponíveis para o setor de saneamento básico no Brasil são: os recursos dos fundos financiadores (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS e Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT), também denominados de recursos onerosos; os recursos não onerosos, derivados da Lei Orçamentária Anual (LOA),também conhecido como Orçamento Geral da União (OGU), e de orçamentos dos estados e municípios; de emendas parlamentares; recursos provenientes de empréstimos internacionais, contraídos junto às agências multilaterais de crédito, tais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial (BIRD); recursos próprios dos prestadores de serviços, resultantes de superávits de arrecadação. 81 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 14 MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DA EFICIÊNCIA E EFETIVIDADE DAS AÇÕES DO PMSB Para a prestação de serviços das metas previstas nesse Plano, deverão ser observadas as técnicas e parâmetros legais e em obediência aos princípios que constam no Art. 2º da Lei Federal nº. 11.445/2007. Cabe ao Gestor Municipal, junto ao Conselho Municipal de Saneamento Básico proceder à avaliação sistemática da eficiência, eficácia e efetividade das ações previstas, mediante ao acesso dos relatórios que compõe o monitoramento dos serviços prestados. É também sua responsabilidade a elaboração de outros critérios de avaliação, da periodicidade destas e da observância da legislação ambiental. A revisão periódica do Plano Municipal de Saneamento Básico não deve ocorrer em prazo maior a 04 (quatro) anos, sempre anteriormente a elaboração do Plano Plurianual (PPA). Fica, contudo facultado sua alteração em prazo inferior, por solicitação do Gestor Municipal ou algum membro do Conselho Municipal de Saneamento Básico, com aprovação em reuniões pelos mesmos. Pode-se prever a participação da comunidade através de audiências públicas e conferências municipais. Os estudos e projetos técnicos visando o atendimento às intervenções comporão anexos neste PMSB. Tabela 21 Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico REVISÃO DO PMSB ANO AÇÃO FREQUENCIA 2013 ELABORAÇÃO DO PMSB 4 ANOS 2014 2015 2016 2017 AVALIAÇÃO/REVISÃO 4 ANOS 2018 2019 2020 2021 AVALIAÇÃO/REVISÃO 4 ANOS 2022 2023 2024 82 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 2025 AVALIAÇÃO/REVISÃO 4 ANOS 2026 2027 2028 2029 AVALIAÇÃO/REVISÃO 4 ANOS 2030 2031 2032 2033 AVALIAÇÃO/REVISÃO 4 ANOS 2034 2035 2036 2037 AVALIAÇÃO/REVISÃO 4 ANOS 2038 2039 2040 2041 AVALIAÇÃO/REVISÃO 4 ANOS 2042 2043 2045 2046 REINÍCIO DA GESTÃO/ REVISÃO RECOMEÇO DA CONTAGEM DOS PRÓXIMOS 4 ANOS 14.1 INDICADORES PARA ACOMPANHAMENTO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA Deverão ser estabelecidos Indicadores para Universalização do serviço e acompanhamento da qualidade, quantidade, continuidade e alcance do abastecimento de água no município. Metas: ? Nível de Universalização dos serviços de água; ? Qualidade da água distribuída; 83 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS ? Continuidade do abastecimento; ? Uso racional da água; ? Conservação dos mananciais; 14.2. INDICADORES PARA ACOMPANHAMENTO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO Deverão ser criados indicadores para acompanhamento da Universalização do Sistema de Esgotamento Sanitário quanto à coleta, afastamento e tratamento do esgoto: ? Nível de universalização dos serviços de esgotamento sanitário; ? Nível de universalização dos serviços de tratamento de esgotos. ? Conservação de mananciais. 84 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 15. DISPOSIÇÕES FINAIS O presente Plano Municipal de Saneamento foi elaborado pela Equipe Técnica do Município, apoiados por representantes da Companhia Riograndense de Saneamento ? CORSAN, atendendo aos ditames da Lei Federal nº 11.445/07, cumpridas as formalidades legais, e dado ampla divulgação e subsequente edição oficial pelo Poder Executivo. ALEXANDRE GALDINO Neiluir Costa de Araujo Prefeito Municipal Biólogo CRBio 081080/03-D Thiago Carassai Schiminski Tânia - Engenheira Civil Biólogo CRBio 081808/03-D CREA/RS 63.018-D 85 Secretaria Municipal do Meio Ambiente ? Mostardas/RS 16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CLOSS, D. ? 1963 ? Estratigrafia da Bacia de Pelotas, Rio Grande do Sul. Geologia, Porto Alegre. Cidades@ /IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Cidades@ em www.ibge.gov.br/cidadesat CPRM ? Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial. 2005. Projeto Mapa Hidrogeológico do Rio Grande do Sul. DUARTE, P. A (2002) ? Fundamentos de Cartografia. Ed. da UFSC. Florianópolis, SC. DELANEY, P. J. V. ? 1965 ? Fisiografia e Geologia da superfície da Planície Costeira do Rio Grande do Sul. Publicação Especial da Escola de Geologia da UFRGS, Porto Alegre. FOSTER, S. S. D.; HIRATA, C. 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