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Institucional sobre história de Mostardas


História

A origem do nome da cidade ainda é discutível. Várias hipóteses foram elencadas, sendo a mais aceita a da historiadora Marisa Oliveira Guedes, a qual afirma que: “Em 1738, foi criada a ‘Guarda das Mustardas’, mais tarde com a criação da Freguesia é que passou a chamar-se Mostardas. O nome Mustardas teria surgido de trincheiras cavadas e cobertas com uma esteira de taquara e junco, as quais eram camufladas plantando-se mostarda, já que este vegetal não murcha. Desse modo abrigaria e camuflaria os soldados nas guerras em Portugal”.

No período colonial, as constantes guerrilhas e invasões dos povoamentos no entorno da cidade do Rio Grande e outros mais ao sul, fizeram com que a população procurasse um local mais seguro. Um desses lugares foi o istmo entre a Laguna dos Patos e o Oceano Atlântico.

A “Freguesia de São Luis de Mostardas” foi criada por Alvará Imperial de 18 de janeiro de 1773. Neste mesmo ano começam a chegar os primeiros colonos açorianos, marcando o costume e a cultura da população mostardense.

A Lei Estadual n.º 4.691, de 26 de dezembro de 1963, cria o município de Mostardas, desmembrando-o de São José do Norte. A implantação do governo municipal e funcionamento efetivo da estrutura administrativa ocorrem em 11 de abril de 1964.

Em 12 de maio de 1982, o distrito de Tavares emancipa-se, diminuindo a área territorial de Mostardas.

Geografia

Cidade iniciada como ponto estratégico militar e depois colonizada por imigrantes açorianos, fica localizada no litoral médio do Estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se a 31º 06' 25" latitude sul e a 50º 55' 16" longitude oeste, estando a uma altitude de 17 metros, num istmo formado pela Laguna dos Patos e pelo Oceano Atlântico. Sua população, estimada pelo Censo do IBGE de 2010, é de 12.124 habitantes. O clima é subtropical úmido. Possui uma área de 1941,7 km².

Economia

Economicamente, o município destaca-se pela produção de arroz, que possui a maior porcentagem de grão inteiro do Estado, tendo ainda seu aspecto vítreo, ou seja, sua transparência, maior nesta região, além de ser o único no Brasil com denominação de origem. Economicamente destaca-se ainda pela produção da silvicultura (madeira e resina), da pecuária, com gado bovino para produção de leite e carne, e ovinos, com a produção de lã e carne.

Os produtos de lã locais são muito apreciados, especialmente o já famoso “Cobertor Mostardeiro", de densa lã cardada e colorida. O qual é um dos símbolos culturais do município, fato consagrado com a Lei Municipal nº 2559/2009.

O mel de Mostardas tem destaque internacional, produzido no distrito Dr. Edgardo Pereira Velho, localidade de Solidão. Este mel, por suas diversas qualidades e valores únicos, foi consagrado em evento que ocorre na Ucrânia e reúne produtores e comercializadores de mel do mundo inteiro.

Turismo

Mostardas, no litoral gaúcho, está localizada em uma península, com a água doce da Laguna dos Patos a oeste e o Oceano Atlântico a leste. Os cerca de 100 quilômetros de litoral oceânico se contrapõem a outros 100 quilômetros de litoral de águas doces. O espaço contém 46 lagoas formando um cordão lagunar, que, associado a vegetação local, proporcionam passeios incríveis, ecoturismo com trilhas ecológicas e esportes náuticos.

Neste universo de natureza marcante e horizonte infindável, encontra-se o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, que oferece com mais vigor, o turismo de observação de aves e trilhas ecológicas.

Além da observação da arquitetura açoriana, bem presente no casario da sede da cidade, o turismo rural pode oferecer diversas oportunidades de descanso, passeios e o aconchego do campo.


Principais atrativos turísticos

CENTRO HISTÓRICO: A arquitetura açoriana e portuguesa encontram-se preservadas com os diversos símbolos, muitas vezes enigmáticos, que compõe a cultura presente nas construções. No centro do município acompanha-se parte da história do povo que cruzou o oceano para ocupar as terras do continente de São Pedro.

IGREJA MATRIZ SÃO LUIS REI DE FRANÇA: Iniciada sua edificação em 19 de janeiro de 1773, com predominância do estilo barroco, possui torre central sendo o seu altar, datado de 1818, é um dos poucos exemplos preservados do estilo neoclássico utilizado à época da sua construção.

PARQUE MENOTTI GARIBALDI: Parque urbanizado ideal para caminhadas, descanso e chimarrão à sombra dos eucaliptos. Possui uma pista de 540 metros, quadra de voleibol, basquetebol e pista de skate.

ARTESANATO DE MINIATURA DE AVES: Já está integrado como atrativo local a visita ao Artesão Eloir Rodrigues, que produz réplicas perfeitas em miniatura das aves silvestres da região de Mostardas e Tavares.

FAROL DO RINCÃO DO CRISTÓVÃO PEREIRA: Inaugurado em 1858, possui 28 metros de altura, e é um dos mais antigos da Laguna dos Patos.

FAROL MOSTARDAS: Inaugurado em 1887, possui 38 metros de altura e está situado às margens do Oceano Atlântico, na divisa com o município de Tavares.

FAROL DA SOLIDÃO: Inaugurado em 1929, possui 24 metros de altura e está situado às margens do Oceano Atlântico, na Praia da Solidão.

CASA DA CULTURA DE MOSTARDAS: Em uma casa colonial construída no século XIX. Lá está abrigada a memória oficial do município de Mostardas. A Casa de Cultura oferece ao visitante a história dos primeiros habitantes através da Sala Açoriana. Também integram o conjunto: um museu, a Sala do Gemellagio e a Biblioteca Pública Municipal Dr. Mathias José Velho.

FIGUEIRA DA ANITA: Está local fica no distrito de São Simão e marca o local de nascimento de Menotti Garibaldi, filho de Giuseppe e Anita Garibaldi, em 1840.

PORTO DO BARQUINHO: Abrigo para os barcos que trafegam pela Laguna dos Patos. A história desse porto rústico inicia-se durante o Segundo Império. Atualmente, também serve de berçário para diversas espécies silvestres.

LITORAL ATLÂNTICO: Balneário Mostardense, Praia de São Simão e Praia da Solidão são alguns dos pontos de lazer e veraneio junto ao Oceano Atlântico. O litoral marinho possui 100 km de extensão de praia contínua, propícia para a pesca esportiva e esportes náuticos.

LITORAL LAGUNAR: A Laguna dos Patos era chamada pelos primeiros açorianos de “Mar de Dentro”. O acesso a este local mais próximo da cidade se faz pela localidade da Caieira. Um diferencial para o turista é a possibilidade de, no mesmo dia, ver o nascer do sol junto ao Oceano Atlântico e ao anoitecer, acompanhar o seu ocaso às margens da Laguna.

LAGOA DOS BARROS (OU LAGOA AZUL): Belíssima lagoa, ideal para o esporte aquático e com área de camping. Possui infraestrutura e o local é de fácil acesso ao turista que deseja uma maior tranquilidade.

A Lei Municipal nº 2.774/2010 instituiu o  PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL do Município de Mostardas, as Cantorias de Ternos de Reis, o Ensaio de Pagamento de Promessa, as Cavalhadas, a Festa do Divino Espírito Santo, a Festa em louvor a São Luiz Rei de França, o Artesanato e o Culto às Tradições Gaúchas.


PARQUE NACIONAL DA LAGOA DO PEIXE

Criado em novembro de 1986, possui uma área aproximada de 344 km². Como ecossistema costeiro e marinho, é um dos principais refúgios de aves migratórias limícolas da América do Sul. A ave símbolo do parque é o flamingo.

O Parque Nacional tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

A Lagoa do Peixe - tecnicamente uma laguna, pois tem um canal de comunicação com o mar durante a maior parte do ano. É abrigo para grandes concentrações de aves migratórias do Hemisfério Norte (no verão) e Sul (no inverno), dentre elas: capororocas (Coscoroba coscoroba), flamingos (Phoenicopterus ruber), biguás, maçaricos-de-peito-vermelho, gaivotas, talhamares, pirus-pirus, trinta-réis, maçaricos e o cisne-de-pescoço-preto (Cygnus melanocoryphusos).

Dentre os mamíferos podem ser avistados graxains, tatus e pequenos roedores. Entre os meses de julho e outubro, a Baleia Franca também pode ser observada na costa oceânica migrando para Santa Catarina.

Trazidas pelas correntes marinhas não é raro se encontrar nas areias da praia tartarugas marinhas, pinguins e mesmo lobos-marinhos, conforme a época do ano. A Mata de Restinga, os banhados e as dunas completam as atrações da unidade.

A Lagoa do Peixe está situada no litoral sul do estado do Rio Grande do Sul, no istmo formado pela Laguna dos Patos e o Oceano Atlântico, no território do município de Tavares, com seus extremos em 31º26' S, 51º10' W e 31º14'S, 50º54'W. O espelho d'água de 35 km de extensão é ponto de encontro e verdadeiro "restaurante" para grandes concentrações de aves migratórias do hemisfério Norte (no verão) e Sul (no inverno).


COMUNIDADES QUILOMBOLAS

As comunidades quilombolas, conforme dados da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), são grupos étnico-raciais segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida (Decreto nº 4887/2003).

Além dos quilombos constituídos no período da escravidão, muitos foram formados após a abolição formal da escravatura, pois essa forma de organização comunitária continuaria a ser, para muitos, a única possibilidade de viver em liberdade. De um modo geral, os territórios de
comunidades remanescentes de quilombos originaram-se em diferentes situações, tais como doações de terras realizadas a partir da desagregação da lavoura de monoculturas, como a cana-de-açúcar e o algodão, compra de terras, terras que foram conquistadas por meio da prestação de serviços, inclusive de guerra, bem como áreas ocupadas por negros que fugiam da escravidão. Há também as chamadas terras de preto, terras de santo ou terras de santíssima, que indicam uma territorialidade vinda de propriedades de ordens religiosas, da doação de terras para santos e do recebimento de terras em troca de serviços religiosos.

O “litoral negro” do Rio Grande do Sul é formado por uma faixa de terras situada entre a Laguna dos Patos e o Oceano Atlântico, compreendendo as cidades de São José do Norte, Tavares, Mostardas e Palmares do Sul. Atualmente, nesta região, há oito comunidades quilombolas reconhecidas pela Fundação Palmares: Vila Nova em São José do Norte; Capororocas, Anastácia Machado e Vó Marinha em Tavares; Casca, Colodianos e Teixeiras em Mostardas; Limoeiro em Palmares do Sul.

A comunidade da Casca, localizada no Distrito Dr. Edgardo Pereira Velho possui em torno de 85 famílias. Já as comunidades de Teixeiras, com 80 famílias e Beco dos Colodianos, com 36, localizam-se no Distrito de São Simão.

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